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BR-153: edital do Anel Viário entre Goiânia e Aparecida é lançado após 20 anos

Contorno Leste promete desafogar BR-153 e retirar caminhões do trecho urbano

Com investimento estimado em R$ 948,4 milhões, o novo Anel Viário da Região Metropolitana de Goiânia prevê 44 km de pista dupla, 35 viadutos e 10 pontes para separar o tráfego pesado do fluxo urbano.

O Governo Federal lançou o edital de licitação do novo Anel Viário da Região Metropolitana de Goiânia, também chamado de Contorno Leste, após cerca de duas décadas de discussões, estudos e adiamentos. A obra, estimada em R$ 948,4 milhões, tem como principal objetivo retirar caminhões e carretas do trecho urbano da BR-153, reduzindo congestionamentos entre Goiânia e Aparecida de Goiânia.

Anel Viário da BR-153 terá 44 km de pista dupla

O projeto prevê a construção de 44 quilômetros de pista dupla e mais 26 quilômetros de interligações com rodovias estratégicas da Região Metropolitana. A estrutura também inclui 45 obras de arte especiais, sendo 35 viadutos e 10 pontes, além de 20 bueiros celulares de grande porte. A estimativa é que o novo corredor receba aproximadamente 22 mil veículos por dia até 2035.

A proposta é separar o trânsito local do tráfego de longa distância. Hoje, veículos pesados que cruzam Goiás dividem espaço com carros, motos e ônibus em trechos urbanos da BR-153, especialmente na ligação entre Goiânia e Aparecida. Com o novo traçado, caminhões que seguem viagem poderão utilizar o contorno, reduzindo a pressão sobre a rodovia dentro da área metropolitana.

Contorno Leste deve desafogar Goiânia e Aparecida

Pelo desenho do projeto, o Contorno Leste fará conexões com as rodovias GO-020, GO-010, GO-019 e GO-537. O traçado também deve facilitar o acesso à Universidade Federal de Goiás, ao polo industrial de Aparecida de Goiânia e à área prevista para o futuro aeroporto de cargas.

A obra é considerada estratégica porque não trata apenas de mobilidade urbana. Ela também tem impacto direto sobre logística, transporte de cargas, segurança viária e desenvolvimento econômico. Ao criar uma rota alternativa para veículos pesados, o projeto tende a reduzir tempo de deslocamento, diminuir conflitos no trânsito urbano e melhorar a circulação de mercadorias.

Obra é aguardada há duas décadas

A discussão sobre o Anel Viário de Goiânia não é recente. Segundo a Associação Goiana de Municípios, o primeiro projeto foi lançado ainda em 1990; em 2001, foi entregue um trecho de 18 km ligando a BR-153 à BR-060; e novas promessas de complementação surgiram nos anos seguintes, mas a obra não avançou como esperado.

O avanço do edital, portanto, representa uma etapa concreta em uma demanda antiga de Goiás. Para motoristas, transportadores e empresas, a expectativa é que a nova estrutura reduza gargalos históricos da BR-153, uma das rodovias mais importantes para a integração entre regiões do país.

Impacto econômico pode ir além do trânsito

Além de melhorar a fluidez, o novo corredor pode estimular investimentos em galpões logísticos, indústrias, serviços e empreendimentos nas áreas próximas ao traçado. O Jornal Opção informou que a previsão inicial de execução é de quatro a cinco anos após a contratação da empresa vencedora da licitação.

A escolha por pavimento rígido de concreto nas pistas principais também é citada como diferencial técnico do projeto, por oferecer maior durabilidade para suportar o tráfego intenso de veículos pesados e reduzir custos de manutenção no longo prazo.

Próximos passos da licitação

Com a publicação do edital, o próximo passo será a seleção da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras. Até a assinatura do contrato, ainda haverá etapas administrativas, análise de propostas e cumprimento das exigências do processo licitatório.

Para Goiás, o avanço do Anel Viário representa uma obra de infraestrutura com potencial para melhorar a competitividade regional. Em um estado fortemente ligado ao agronegócio, à indústria e à distribuição de cargas, corredores logísticos mais eficientes são essenciais para reduzir custos, atrair investimentos e dar mais segurança ao transporte.

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