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Goiânia lidera eficiência hídrica no Brasil pelo 5º ano seguido

Com perda de água de 11,45%, Goiânia mantém melhor índice entre capitais brasileiras

Estudo do Instituto Trata Brasil mostra que Goiânia teve o menor índice de perdas de água na distribuição entre as capitais, com 11,45%. Goiás também ficou acima da média nacional, registrando 27,13% de perdas contra 39,53% no Brasil.

Goiânia manteve, pelo quinto ano consecutivo, a liderança nacional entre as capitais brasileiras com menor índice de perdas de água na distribuição. Segundo o Estudo de Perdas de Água 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, a capital goiana registrou perda de apenas 11,45%, desempenho que a coloca como referência em eficiência hídrica no país.

O levantamento utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, o Sinisa, referentes a 2024, e avaliou os 100 municípios mais populosos do Brasil. A base substitui gradualmente o antigo SNIS como principal fonte de dados do setor, reunindo informações sobre abastecimento de água, esgotamento sanitário, investimentos e perdas nos sistemas de distribuição.

Goiânia tem menor perda de água entre capitais

O índice de 11,45% registrado por Goiânia representa uma vantagem importante em relação à média nacional. No Brasil, as perdas totais de água na distribuição chegaram a 39,5% em 2024, segundo os dados consolidados no Ranking do Saneamento 2026.

Na prática, perdas menores significam mais água chegando ao consumidor, menor pressão sobre mananciais, redução de desperdício e maior eficiência operacional. Em um cenário de mudanças climáticas, expansão urbana e necessidade de uso racional dos recursos naturais, esse tipo de resultado tem impacto direto sobre segurança hídrica e planejamento das cidades.

O estudo também classificou Goiânia como município de excelência. Para atingir esse patamar, é necessário registrar perdas de até 25% na distribuição e manter baixo índice de perda de água por ligação. Apenas 12 dos 100 municípios mais populosos do país conseguiram atingir simultaneamente esses parâmetros.

Goiás supera média nacional em eficiência

O bom desempenho não se limita à capital. Goiás registrou perdas de 27,13% na distribuição de água, resultado bem abaixo da média brasileira de 39,53%. O estado também apresentou o menor índice de perdas por ligação do país, conforme divulgado pela Agência Goiás.

A Saneago informou que os números oficiais do estudo refletem a realidade de 2024 e, por isso, têm cerca de dois anos de defasagem em relação aos indicadores operacionais mais recentes. Segundo a companhia, os dados atuais apontam perdas próximas de 22%, abaixo do limite de 25% previsto pelo Novo Marco Legal do Saneamento para 2033.

Esse desempenho coloca Goiás em posição favorável no debate nacional sobre saneamento. Enquanto muitos estados ainda enfrentam dificuldades para reduzir desperdícios, melhorar redes e universalizar serviços, Goiás aparece como exemplo de gestão mais eficiente no abastecimento.

Anápolis e Aparecida também aparecem em destaque

Além de Goiânia, outros municípios goianos tiveram bom desempenho no estudo. Anápolis aparece na 10ª posição e Aparecida de Goiânia na 12ª entre as melhores cidades no quesito perdas de água por ligação.

A presença de mais de uma cidade goiana entre os destaques reforça que a eficiência não é um caso isolado da capital. Ela indica uma estratégia mais ampla de controle de perdas, manutenção de redes, modernização de equipamentos e gestão operacional.

Esse resultado também tem efeito econômico. Água tratada que se perde no caminho representa custo para o sistema, desperdício de energia, uso ineficiente de infraestrutura e pressão sobre tarifas. Quanto menor o desperdício, maior a capacidade de investimento e melhor a prestação do serviço.

Reparo de vazamentos e tecnologia sustentam resultado

De acordo com a Agência Goiás, os resultados são sustentados por ações como controle de pressão nas redes, pesquisa e reparo de vazamentos ocultos, modernização de equipamentos, substituição de hidrômetros e aprimoramento dos processos operacionais.

Essas medidas são fundamentais porque parte das perdas ocorre em pontos invisíveis ao consumidor. Tubulações antigas, ligações irregulares, hidrômetros defasados, vazamentos subterrâneos e pressão inadequada podem comprometer o sistema sem que o problema apareça imediatamente na superfície.

O controle contínuo permite identificar falhas com mais rapidez e reduzir o volume de água tratada que não chega às residências, comércios e indústrias.

Eficiência hídrica vira vantagem competitiva

A liderança de Goiânia em eficiência hídrica também fortalece a imagem da capital como cidade com boa gestão de infraestrutura básica. Para atrair investimentos, melhorar qualidade de vida e sustentar crescimento urbano, saneamento eficiente é um ativo estratégico.

Em um país onde a média de perdas ainda se aproxima de 40%, reduzir desperdício é uma forma direta de preservar recursos, melhorar o serviço e evitar custos futuros. O caso de Goiânia mostra que planejamento, tecnologia e gestão operacional podem gerar resultados concretos.

O desafio agora é manter os índices baixos, ampliar investimentos e garantir que a eficiência no abastecimento caminhe junto com avanços em coleta e tratamento de esgoto, áreas igualmente importantes para saúde pública, meio ambiente e desenvolvimento urbano.

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