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O avanço de terapias farmacológicas para a Doença de Parkinson tem ampliado as possibilidades de tratamento no Brasil, país que já figura entre os cinco com maior número de casos no mundo. A condição atinge cerca de 1% da população acima de 60 anos, superando 200 mil diagnósticos, em um cenário impulsionado pelo envelhecimento populacional.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cidades como Anápolis acompanham essa tendência. Segundo o Censo 2022, 14,2% da população local tem 60 anos ou mais, índice superior à média estadual de Goiás, de 13,7%. O envelhecimento é o principal fator de risco para doenças neurodegenerativas, o que aumenta a pressão sobre o sistema de saúde.

A doença é a segunda mais comum desse grupo no mundo, atrás apenas do Alzheimer. Embora o tremor seja o sintoma mais conhecido, especialistas alertam que o diagnóstico precoce depende da identificação de sinais anteriores, sobretudo não motores.

Segundo a neurologista Aline Neto, do Ânima Centro Hospitalar, sintomas como constipação intestinal, distúrbios do sono, perda de olfato e depressão podem surgir anos antes das manifestações clássicas. “É fundamental que esses sinais sejam relatados ao médico, pois permitem acompanhamento precoce antes de perdas neuronais significativas”, explica.

Avanço terapêutico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, em 2025, novas opções de tratamento que prometem mudar a rotina dos pacientes. Entre elas está o Produodopa (fóslevodopa/foscarbidopa), indicado para casos avançados e administrado por infusão contínua via bomba portátil.

De acordo com a especialista, a tecnologia mantém níveis estáveis de dopamina no organismo, reduzindo oscilações motoras e diminuindo a necessidade de ingestão frequente de comprimidos. Outra inovação é o Tavapadon, medicamento que atua de forma mais seletiva nos receptores cerebrais, com menos efeitos colaterais e possibilidade de uso em diferentes estágios da doença.

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