A cada R$ 1 renegociado no programa Desenrola surgiram R$ 1,15 em novas dívidas

O programa Desenrola renegociou R$ 53 bilhões em dívidas de 14,8 milhões de pessoas. Na sequência, surgiram R$ 61 bilhões em novas inadimplências. A taxa de inadimplência saltou de 5,5% ao fim do programa para 6,9% hoje. E os juros médios para pessoa física foram de 52% para 62% ao ano no mesmo período. O resultado é um recorde histórico: R$ 171 bilhões em empréstimos atrasados há mais de 90 dias em fevereiro de 2026. O problema não é o programa, é estrutural. 55% dos brasileiros admitem saber pouco ou nada sobre educação financeira. Renegociar a dívida sem mudar o comportamento financeiro é como esvaziar balde com furo no fundo. O detalhe inteligente: o governo agora lança um novo pacote de renegociação com saque do FGTS e desconto de até 90%. O ciclo se repete. Sem atacar juros e educação financeira, o Desenrola 2 pode gerar o Desenrola 3.
Lula diz que cearense “não é só cabeça grande” e é detonado na internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou da sátira nesta terça-feira (14) ao comentar o desempenho de estudantes do Ceará no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Ao notar o alto número de cearenses aprovados na instituição, o petista afirmou: “Não é só cabeça grande não, é inteligência.” A declaração foi dada em entrevista ao Brasil 247, Revista Fórum e DCM. Segundo Lula, cerca de 40% dos estudantes aprovados no ITA são do Ceará. O presidente afirmou que o governo busca ampliar investimentos para evitar a saída de talentos do país, citando a criação de cursos e políticas de incentivo como oferta de moradia e alimentação para estudantes. Ele mencionou ainda a instalação de uma unidade do ITA em Fortaleza como reconhecimento ao desempenho dos alunos da região. Se a intenção era elogiar, o efeito foi o oposto. A fala viralizou nas redes sociais, com cearenses e nordestinos reagindo com irritação, alegando estereótipo pejorativo associado à população nordestina. “Dava pra elogiar o Ceará sem ser Idiota”, escreveu um usuário. “O mérito dos alunos ficou em segundo plano porque a estupidez foi mais rápida”, comentou outro. “Lula tá cada dia mais Biden”, mencionou um terceiro. O Ceará é um dos redutos de maior base eleitoral de Lula. Nas eleições de 2022, o petista obteve mais de 75% dos votos válidos no estado no segundo turno. O presidente afirmou ainda que “não existe exemplo no mundo de país que se desenvolveu sem investir em educação” e citou a expansão da rede federal de ensino, com novos institutos e aumento dos índices de alfabetização infantil. Não é a primeira vez que falas informais de Lula sobre educação geram ruído. Em março, ao defender mudanças nas práticas de ensino, o presidente afirmou que quando um aluno não compreende algo após repetidas explicações, o problema pode estar em quem ensina, não em quem aprende.
Lula sanciona lei que garante até 3 dias de folga remunerada para exames

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 15.377, que altera a CLT e garante ao trabalhador até três dias de folga, a cada 12 meses, para a realização de exames preventivos, sem prejuízo da remuneração. A norma foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 6 de abril. Além da dispensa para os exames, a nova legislação também obriga as empresas a divulgarem informações e recomendações oficiais sobre vacinação contra o HPV e sobre a prevenção dos cânceres de mama, colo do útero e próstata. Segundo a publicação, os empregadores também deverão promover ações afirmativas de conscientização e orientar os funcionários sobre o acesso aos serviços de diagnóstico. A proposta é ampliar a prevenção e reforçar o papel das empresas na promoção da saúde no ambiente de trabalho. O projeto que deu origem à lei foi aprovado em março deste ano e teve iniciativa da ex-senadora Rose de Freitas, com relatoria da senadora Leila Barros.
Trump se ilustra como Jesus Cristo em montagem postada nas redes

Primeiro, Donald Trump criticou o papa Leão XIV, após o pontífice norte-americano oferecer uma oração do terço à paz mundial, na tarde desse sábado (12/4), na Basílica de São Pedro. Minutos depois, o presidente dos Estados Unidos publicou uma ilustração na qual ele próprio aparece como se fosse Jesus Cristo. Com uma túnica vermelha e branca, Trump cura uma pessoa, enquanto soldados aparecem flutuando no céu como se fossem anjos, ao lado de águias e de aviões de guerra. No desenho postado pelo republicano, também estão uma criança em oração, uma enfermeira, a bandeira dos Estados Unidos e a Estátua da Liberdade. Antes de divulgar a ilustração, Trump disse não ser “grande fã” do papa Leão XIV. “Ele é uma pessoa muito liberal, e é um homem que não acredita em parar o crime”, afirmou Trump.
Cármen Lúcia anuncia saída antecipada da presidência do TSE

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, comunicou na manhã desta quinta-feira (9/4) que antecipará sua saída da Corte eleitoral. O mandato de Cármen na presidência do TSE se encerraria em 3 de julho, mas a ministra decidiu deixar o cargo antes para ampliar o período de preparação para as eleições de outubro. Segundo ela, o próximo presidente da Corte, o ministro Nunes Marques, teria cerca de 100 dias para organizar o processo eleitoral caso a saída ocorresse apenas no último dia do mandato. “Decidi que, ao invés de deixar para o último dia de mandato, em 3 de julho, a sucessão da presidência deste Tribunal Superior Eleitoral se inicie antes, com os procedimentos para eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição, para garantir equilíbrio e tranquilidade na passagem das funções”, disse. Com isso, Cármen marcou para o dia 14 de abril a eleição da nova presidência da Corte. A posse do novo presidente e do vice está prevista para maio. Cármen destacou que a saída antecipada também permitirá que ela se dedique integralmente às funções no Supremo Tribunal Federal (STF).
De olho na eleição, Lula avalia liberar FGTS para reduzir dívidas dos brasileiros

O governo Lula (PT) avalia permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (7) que o governo prepara um pacote de medidas para reduzir o endividamento dos brasileiros. “Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, disse Durigan. O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março. Este é o maior índice da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento foi divulgado nesta terça.
Lula afirma que 2026 é o “ano da colheita” e diz por que quer 4º mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que 2026 é o “ano da colheita”, e explicou os motivos que o levaram a entrar na disputa por um quarto mandato no pleito deste ano. Em entrevista ao ICL Notícias, na manhã desta quarta-feira (8/4), Lula descreveu um cenário de “terra arrasada” ao assumir o mandato após a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que levou dois anos para “reconstruir” políticas públicas do governo. Lula disse ainda que vai disputar as eleições para que o país dê um “salto de qualidade”. “Eu tenho na cabeça que é importante que a gente dê um salto de qualidade”, pontuou o petista. “Está na hora de discutir as causas dos problemas brasileiros para que a gente possa mudar.” Segundo ele, a decisão de se candidatar ainda passará pela convenção nacional do PT, em junho. “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato. Vai ter uma convenção em junho e nós vamos tentar. Eu vou pleitear ao PT a necessidade da gente reconstruir uma aliança política forte para que a gente não permita que os fascistas voltem a governar esse país, Esse é o papel que eu tenho para jogar agora”. As últimas pesquisas de intenção de voto têm sinalizado uma disputa apertada na corrida à Presidência da República. De acordo com levantamento do Meio/Ideia, divulgado nesta quarta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 45,8% das intenções de voto em eventual segundo turno contra o petista, que aparece com 45,5%. O resultado representa um empate técnico.
Geração Z, que puxa rejeição de quase 80%, não tem feito o “L” e isso deve custar reeleição de Lula

O “faz o L”, que foi gesto da campanha que tomou as ruas em 2022, sumiu das mãos da geração Z. E a mudança vai muito além de um aceno com as mãos. A nova rodada de pesquisas da AtlasIntel divulgada em março mostra que 73% dos eleitores de 16 a 24 anos desaprovam o governo Lula, ante a média geral de rejeição de 53%. Quanto aos jovens, a revista mostra, com base no histórico político, que isso deve ser fatal em outubro. A dimensão da virada fica clara quando se comparam dois momentos. Em março de 2022, o Datafolha registrava 62% dos eleitores jovens declarando voto em Lula num eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro. Em março de 2026, o mesmo instituto apurou cerca de 40% num hipotético confronto com Flávio Bolsonaro. A queda de cerca de 20 pontos percentuais em quatro anos aconteceu apesar dos esforços do governo, que turbinou o lançamento do Programa Pé-de-Meia, o relançamento do Projovem, a criação do Observatório Nacional das Juventudes e o anúncio da ampliação de cursinhos populares. Nenhuma das iniciativas parece ter cativado o público-alvo. Um dos pontos para explicar tamanha crise pode estar na falta de perspectiva no mercado de trabalho, que possivelmente alimenta essa desilusão. O desemprego entre brasileiros de 18 a 24 anos fechou 2025 em 11,4%, mais que o dobro da taxa nacional de 5,1%. Sem espaço nas formas convencionais de trabalho, mais de 180.000 jovens dessa faixa etária já atuam como entregadores ou motoristas de aplicativos, segundo o IBGE. A rejeição também tem raiz ideológica. Pesquisa da AtlasIntel de novembro passado mostrou que a geração Z é mais alinhada à direita e à centro-direita do que a média da população. Os dados do Censo 2022 do IBGE apontam ainda que o crescimento evangélico entre jovens de 10 a 29 anos supera a média geral, justamente o perfil de eleitorado que Lula tem mais dificuldade de alcançar.
Trump diz que pode tomar “Irã inteiro” na noite desta terça-feira (7)

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o país pode assumir o controle do Irã em uma única noite. Ele fixou esta terça-feira (7) como prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem foi fechada após ataques realizados em 28 de fevereiro por forças americanas e israelenses. O presidente afirmou que, caso não haja um acordo considerado aceitável, haverá destruição de pontes e usinas de energia no território iraniano. Ele também mencionou a possibilidade de atingir infraestrutura civil. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou que esta segunda concentrou o maior volume de ofensivas desde o início da operação. Novas ações estão previstas para hoje. O governo dos EUA confirmou a rejeição de uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. O Irã também recusou a sugestão e indicou preferência por um acordo definitivo. O país manifestou preocupação de que ataques a alvos civis possam configurar crime de guerra segundo normas do direito internacional. Trump também declarou que tomaria o petróleo iraniano se pudesse e fez críticas ao governo do país.
Recorde de falências disfarçadas revela o fracasso da economia brasileira sob Lula

O Brasil fechou 2025 com um recorde preocupante de recuperações judiciais: o número saltou 13% em relação a 2024, passando de 2.184 para 2.466 pedidos, segundo dados da Serasa Experian, revelando o aprofundamento da crise que atinge principalmente micro, pequenas e médias empresas, o verdadeiro motor da economia e da geração de empregos no país. Essa escalada não é mero acaso, mas o resultado previsível de uma combinação tóxica: juros elevados mantidos por muito tempo, crédito escasso e caro, inflação que corrói margens, custos de produção em alta e um ambiente de instabilidade regulatória e fiscal que sufoca o setor produtivo. Enquanto o governo celebra narrativas de “resiliência”, milhares de empresários honestos são obrigados a recorrer à Justiça para tentar salvar seus negócios da falência, com impactos diretos sobre empregos, cadeia de suprimentos e confiança do mercado. O recorde de recuperações judiciais em 2025 serve como um alerta vermelho: sem uma agenda econômica que priorize redução real da carga tributária, corte de gastos públicos, previsibilidade jurídica e juros compatíveis com a realidade produtiva, o Brasil continuará destruindo empresas em vez de criá-las, penalizando justamente quem mais arrisca e gera riqueza para a nação.