Infecção por Salmonella pode causar intoxicação grave e até morte; veja como evitar

Salmonella exige atenção: bactéria pode contaminar carnes, ovos, leite e água A Salmonella é uma das principais causas de intoxicação alimentar e pode provocar vômitos, dores abdominais, febre e diarreia. Embora a maioria dos casos melhore em poucos dias, crianças pequenas, idosos e pessoas imunocomprometidas têm maior risco de complicações. A infecção por Salmonella é uma das formas mais conhecidas de intoxicação alimentar, mas ainda é frequentemente subestimada. A bactéria pode estar presente em alimentos contaminados por fezes de animais, especialmente carnes cruas ou mal cozidas, aves, ovos, leite e derivados, pescados, água contaminada e refeições manipuladas sem higiene adequada. Segundo o Ministério da Saúde, a salmonelose pode causar vômito, dores abdominais, febre e diarreia, geralmente com duração de alguns dias e melhora em até uma semana. Infecção por Salmonella pode ser grave Na maior parte das pessoas saudáveis, a infecção por Salmonella é autolimitada, ou seja, melhora com hidratação, repouso e acompanhamento dos sintomas. Ainda assim, o quadro pode evoluir de forma grave, principalmente quando há desidratação intensa ou quando a bactéria se espalha para outras partes do corpo. Os sintomas costumam surgir entre 6 e 72 horas após o consumo do alimento contaminado, conforme informações associadas ao Ministério da Saúde. Entre os sinais mais comuns estão diarreia, cólicas abdominais, febre, náuseas, vômitos e mal-estar. Atenção especial deve ser dada quando há diarreia persistente, sangue nas fezes, febre alta, sinais de desidratação ou piora rápida do estado geral. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico. Alimentos mais associados à salmonelose O Ministério da Saúde aponta que carnes, aves, ovos, leite e produtos lácteos, pescados, temperos, molhos de salada preparados com ovos não pasteurizados, massas cruas, misturas de bolo e sobremesas com ovo cru podem estar associados a surtos de salmonelose. A contaminação pode ocorrer em diferentes etapas: produção, transporte, armazenamento, preparo ou manipulação dos alimentos. Por isso, o cuidado precisa começar antes mesmo de cozinhar. Higienizar as mãos, separar alimentos crus de prontos para consumo, manter refrigeração adequada e cozinhar bem carnes e ovos são medidas essenciais. Também é importante evitar o consumo de ovos crus ou mal cozidos, maioneses caseiras feitas com ovo cru, carnes mal passadas de procedência duvidosa e leite não pasteurizado. Crianças, idosos e imunossuprimidos correm mais risco Bebês, crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa estão entre os grupos mais vulneráveis. Nesses casos, a infecção pode evoluir com maior rapidez e exigir acompanhamento médico mais próximo. O CDC, agência de saúde dos Estados Unidos, alerta que a desidratação pode acontecer rapidamente, especialmente em crianças com diarreia ou vômitos. Sinais de alerta incluem urinar pouco ou não urinar, urina muito escura, sede intensa, boca seca, tontura e choro sem lágrimas em crianças. Em casos graves, pode ser necessária reposição de líquidos e eletrólitos. Antibióticos não são usados rotineiramente em todos os pacientes, mas podem ser indicados para pessoas com maior risco de complicações ou quando a infecção se espalha para fora do intestino. O CDC informa que a maioria dos casos exige apenas cuidado de suporte, como hidratação, mas pacientes com diarreia ou vômitos intensos devem ser reidratados. Como prevenir a contaminação A prevenção depende de cuidados simples e constantes. Lavar bem as mãos antes de preparar alimentos, após usar o banheiro e depois de manipular carnes cruas é uma das medidas mais importantes. Também é necessário higienizar utensílios, tábuas e superfícies que entram em contato com alimentos crus. Carnes, aves e ovos devem ser bem cozidos. Alimentos prontos não devem ser colocados em recipientes que tiveram contato com carne crua sem lavagem adequada. Produtos perecíveis precisam ficar refrigerados, e refeições prontas não devem permanecer por muito tempo em temperatura ambiente. Em estabelecimentos comerciais, a atenção deve ser redobrada. Boas práticas de manipulação, controle de temperatura, armazenamento correto e treinamento de funcionários ajudam a evitar surtos e proteger consumidores. Tratamento exige hidratação e atenção aos sinais O tratamento mais comum envolve repouso e ingestão de líquidos para evitar desidratação. Em alguns casos, soluções de reidratação oral podem ser recomendadas por profissionais de saúde. A automedicação, especialmente com antibióticos ou antidiarreicos, deve ser evitada sem orientação médica. A Salmonella é um problema de saúde pública porque combina alta capacidade de contaminação com sintomas que podem se agravar em grupos vulneráveis. A maioria dos casos melhora, mas a doença pode matar quando evolui para desidratação grave ou infecção disseminada. O alerta principal é direto: higiene, cozimento adequado e armazenamento correto continuam sendo as melhores formas de prevenção.
Falta de vitamina B12 pode ser confundida com ansiedade; veja sintomas

Deficiência de vitamina B12 pode afetar humor, memória e concentração A deficiência de vitamina B12 pode causar fadiga, palpitações, alterações de memória, formigamentos e mudanças de humor, sintomas que em alguns casos se confundem com ansiedade. Especialistas alertam que o diagnóstico depende de avaliação médica e exames laboratoriais. Sintomas frequentemente associados à ansiedade, como irritabilidade, cansaço constante, palpitações, dificuldade de concentração e sensação de “mente embaçada”, podem ter outras causas clínicas. Uma delas é a deficiência de vitamina B12, nutriente essencial para a produção de células do sangue e para o funcionamento adequado do sistema nervoso. Fontes médicas como o NIH e o NHS apontam que a falta de B12 pode causar fadiga, alterações neurológicas, anemia, problemas de memória e mudanças cognitivas. Falta de vitamina B12 pode parecer ansiedade A confusão ocorre porque alguns sinais da deficiência também aparecem em quadros de estresse, ansiedade ou esgotamento emocional. Palpitações, falta de energia, fraqueza, dificuldade de concentração e alterações de humor podem levar o paciente a buscar inicialmente atendimento por suspeita de transtorno emocional, quando a origem pode envolver também fatores nutricionais, hormonais, metabólicos ou neurológicos. Isso não significa que toda ansiedade seja causada por falta de vitamina B12. Pelo contrário: a maior parte dos casos de ansiedade tem causas multifatoriais e exige avaliação adequada. O alerta é para evitar diagnóstico precipitado, especialmente quando sintomas emocionais aparecem junto com sinais físicos persistentes. Sintomas físicos ajudam a acender o alerta Alguns sintomas podem indicar a necessidade de investigação médica para deficiência de B12. Entre eles estão formigamento ou dormência nas mãos e nos pés, tontura, fraqueza, fadiga intensa, alterações de equilíbrio, palidez, falta de ar, dor de cabeça, perda de apetite, alterações na língua e dificuldade de memória ou raciocínio. O NHS também cita palpitações e problemas de memória entre manifestações possíveis da deficiência de vitamina B12 ou folato. O Manual MSD informa que a deficiência pode causar anemia megaloblástica, neuropatia periférica e alterações no sistema nervoso central. Já o MedlinePlus destaca que níveis baixos por longo período podem provocar danos nos nervos, com sintomas como dormência e formigamento. Deficiência pode afetar humor e cognição A vitamina B12 participa de processos importantes para o sistema nervoso, incluindo a formação de mielina, estrutura que protege os nervos. Quando os níveis ficam baixos, podem surgir manifestações neurológicas e neuropsiquiátricas. Revisões publicadas na base PubMed Central descrevem associação entre deficiência de B12 e sintomas como alterações de humor, dificuldade de concentração, neuropatia e distúrbios cognitivos. Em casos mais graves ou prolongados, a deficiência pode causar comprometimentos importantes, por isso o diagnóstico precoce é relevante. A boa notícia é que, quando identificada corretamente, a falta de B12 costuma ter tratamento com reposição orientada por profissional de saúde, além de investigação da causa. Quem tem maior risco de deficiência A deficiência pode ocorrer por baixa ingestão, dificuldade de absorção ou condições de saúde que prejudicam o aproveitamento da vitamina. A B12 é encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados. Pessoas com dietas vegetarianas estritas ou veganas sem suplementação adequada, idosos, pacientes com doenças gastrointestinais, pessoas que passaram por cirurgias no estômago ou intestino e usuários de certos medicamentos podem ter risco maior. Mesmo assim, a suplementação não deve ser feita de forma aleatória como tentativa de tratar ansiedade. Excesso de autodiagnóstico pode atrasar a identificação de outras causas, como transtornos de ansiedade, depressão, problemas de tireoide, anemia por outras origens, distúrbios do sono ou condições cardíacas. Diagnóstico depende de exames O diagnóstico da deficiência de vitamina B12 é feito com avaliação clínica e exames laboratoriais. Em alguns casos, além da dosagem de B12 no sangue, médicos podem solicitar exames complementares, como hemograma, homocisteína ou ácido metilmalônico, conforme o quadro do paciente. Publicações médicas destacam que sintomas podem se sobrepor a outras condições, o que torna a avaliação profissional indispensável. A orientação para quem apresenta sintomas persistentes é procurar atendimento médico, especialmente quando há formigamento, fraqueza intensa, alterações de memória, tonturas frequentes, palpitações ou piora progressiva. Quanto mais cedo a causa for identificada, maior a chance de tratamento adequado e prevenção de complicações.
Doença de Chagas volta a crescer no Brasil e acende alerta de prevenção

Avanço de casos de Chagas preocupa especialistas e reforça atenção em Goiás Os registros da doença de Chagas voltaram a crescer no Brasil e reacenderam o alerta entre especialistas em saúde pública. Segundo dados do Sinan, sistema ligado ao Ministério da Saúde, os casos passaram de 64 em 2013 para 292 em 2023, crescimento que chama atenção após décadas de controle mais efetivo da transmissão vetorial em várias regiões do país. A doença é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e pode evoluir em duas fases. Na fase aguda, que ocorre logo após a infecção, a pessoa pode apresentar sintomas ou não. Já a fase crônica pode surgir anos depois e, em muitos casos, permanece silenciosa, mas pode causar problemas cardíacos e digestivos. Doença de Chagas volta a crescer no Brasil O avanço dos registros preocupa porque a doença de Chagas nem sempre é identificada rapidamente. Muitas pessoas infectadas passam anos sem sintomas relevantes, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações futuras. Historicamente associada ao barbeiro, inseto transmissor do parasita, a doença também pode ocorrer por outras vias, como transmissão oral, de mãe para filho durante a gestação, transfusão, transplante ou acidentes laboratoriais. Nos últimos anos, especialistas têm chamado atenção para casos ligados à contaminação de alimentos, especialmente quando há falhas de higiene, processamento ou armazenamento. O cardiologista Vinicius Marques Rodrigues, citado em reportagem sobre o tema, afirma que o aumento dos casos pode estar relacionado a diferentes fatores, incluindo a transmissão por alimentos. A avaliação reforça a necessidade de vigilância sanitária, controle ambiental e cuidado com produtos consumidos in natura ou processados de forma artesanal. Goiás tem milhares de casos crônicos confirmados Em Goiás, a situação também exige atenção. Atualizações recentes divulgadas pelo Conass apontam que o estado contabiliza 8.749 casos confirmados de doença de Chagas crônica. O levantamento também informa que Goiás segue entre os estados com maiores taxas de mortalidade pela enfermidade. Entre 2020 e 2024, a média anual foi de 622 mortes relacionadas a complicações da doença. Em 2025, já haviam sido registrados 107 óbitos até a divulgação dos dados, segundo o mesmo informe. Boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás também aponta que a doença crônica apresenta alta carga no estado e destaca a possibilidade de subnotificação, o que significa que o número real de pessoas afetadas pode ser maior do que o registrado oficialmente. Risco está no diagnóstico tardio O principal perigo da doença de Chagas está na evolução silenciosa. Parte dos pacientes só descobre a infecção quando já apresenta alterações cardíacas, digestivas ou sinais de comprometimento mais avançado. No coração, a doença pode provocar arritmias, insuficiência cardíaca e outras complicações que exigem acompanhamento médico contínuo. Por isso, especialistas defendem que pessoas com histórico de exposição ao barbeiro, moradores de áreas de risco, gestantes e indivíduos com sintomas suspeitos procurem avaliação na rede de saúde. O diagnóstico precoce permite melhor acompanhamento e pode aumentar as chances de controle da infecção, especialmente quando a doença é identificada na fase inicial. Prevenção depende de higiene, moradia e vigilância A prevenção passa por ações simples, mas que exigem organização do poder público e orientação à população. Entre elas estão melhoria das condições habitacionais, vedação de frestas em casas, uso de telas, controle de insetos, limpeza de quintais e atenção a locais onde o barbeiro possa se esconder. No caso da transmissão por alimentos, é importante reforçar boas práticas de higiene, armazenamento e processamento. Produtos artesanais ou manipulados sem controle adequado podem representar risco quando entram em contato com o parasita. A doença de Chagas é um exemplo de como saneamento, vigilância epidemiológica, atenção primária e educação em saúde precisam caminhar juntos. Sem diagnóstico e monitoramento, o problema permanece invisível até gerar complicações graves. Alerta deve reforçar políticas públicas O aumento dos registros no Brasil e o cenário de Goiás mostram que a doença de Chagas não pode ser tratada como problema do passado. Embora o país tenha avançado no controle da transmissão clássica pelo barbeiro, novas formas de exposição, subnotificação e diagnóstico tardio mantêm a enfermidade como desafio de saúde pública. A resposta exige atuação coordenada entre municípios, estados e governo federal. Ampliar testagem, capacitar equipes de saúde, orientar a população e garantir acompanhamento dos pacientes crônicos são medidas essenciais para reduzir mortes e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.
Excesso de telas pode afetar foco e desenvolvimento das crianças, alertam especialistas

Uso precoce de celulares e tablets preocupa pais e especialistas em desenvolvimento infantil O uso cada vez mais precoce de celulares, tablets, televisores e outros dispositivos eletrônicos tem acendido um alerta entre especialistas em desenvolvimento infantil. Embora a tecnologia faça parte da rotina das famílias e possa ter benefícios quando usada com equilíbrio, a exposição excessiva às telas pode interferir em áreas importantes da infância, como atenção, linguagem, sono, socialização, criatividade e desenvolvimento emocional. A preocupação não significa que as telas “apodrecem o cérebro”, expressão comum nas redes sociais, mas considerada alarmista do ponto de vista científico. O que estudos e entidades médicas apontam é que o excesso de tempo diante de dispositivos pode substituir experiências fundamentais para a formação da criança, como brincar, conversar, ler, explorar o ambiente e interagir presencialmente com familiares e outras crianças. Excesso de telas preocupa especialistas A infância é uma fase decisiva para a construção da linguagem, da autonomia, dos vínculos afetivos e da capacidade de concentração. Quando grande parte do dia é ocupada por conteúdos digitais, a criança pode perder oportunidades de desenvolver habilidades por meio de atividades simples, como ouvir histórias, montar brinquedos, desenhar, correr, conversar e resolver pequenos desafios do cotidiano. Um estudo publicado no JAMA Pediatrics em 2023 apontou que maior tempo de tela aos 1 ano de idade esteve associado a atrasos posteriores em comunicação e resolução de problemas aos 2 e 4 anos. Os autores destacam que a relação observada é de associação, não uma prova isolada de causa direta, mas reforça a necessidade de atenção ao uso precoce de telas. Outro estudo, também no JAMA Pediatrics, encontrou associação negativa entre tempo de tela e interações verbais entre pais e filhos nos primeiros anos de vida. Segundo a pesquisa, quanto maior o tempo diante das telas, menor a exposição da criança a palavras de adultos, vocalizações e conversas de ida e volta, elementos importantes para o desenvolvimento da linguagem. Recomendações para crianças variam por idade A Sociedade Brasileira de Pediatria atualizou orientações sobre crianças e adolescentes na era digital. A entidade recomenda evitar telas para menores de 2 anos, mesmo de forma passiva; limitar a até uma hora por dia, com supervisão, para crianças de 2 a 5 anos; e limitar a uma ou duas horas diárias para crianças de 6 a 10 anos. A Organização Mundial da Saúde também orienta que crianças pequenas tenham rotina equilibrada, com sono adequado, atividade física e redução de comportamento sedentário diante de telas. Nas diretrizes para menores de 5 anos, a OMS trata o tempo de tela como parte de um conjunto de hábitos que influenciam saúde e bem-estar. Essas recomendações não devem ser vistas apenas como contagem rígida de minutos. Especialistas defendem que os pais observem também o tipo de conteúdo, o horário de uso, a presença de supervisão adulta e o que a tela está substituindo na rotina da criança. Tecnologia pode ajudar, mas precisa de limite A tecnologia não é inimiga da infância. Vídeos educativos, chamadas com familiares, jogos adequados à idade e conteúdos interativos podem contribuir para aprendizado e entretenimento. O problema aparece quando o dispositivo vira substituto permanente da convivência, do brincar livre, do sono e da presença dos responsáveis. Crianças pequenas aprendem principalmente pela interação com pessoas e pelo contato com o mundo real. Expressões faciais, conversas, afeto, limites, frustração, movimento corporal e brincadeiras presenciais são experiências que uma tela não consegue substituir completamente. A Academia Americana de Pediatria recomenda que famílias criem um plano de uso de mídia, com regras claras para reduzir distrações, evitar telas em momentos importantes e impedir que dispositivos ocupem espaço de sono, estudo, refeições e convivência. Pais devem acompanhar e dar exemplo O controle saudável das telas começa dentro de casa. Pais e responsáveis precisam acompanhar o que a criança assiste, definir horários, evitar uso prolongado antes de dormir e oferecer alternativas concretas, como leitura, esportes, brincadeiras ao ar livre e atividades em família. Também é importante lembrar que o exemplo dos adultos pesa. Quando pais passam muito tempo no celular durante refeições, conversas ou momentos de descanso, a criança tende a repetir esse comportamento. O desafio, portanto, não é eliminar a tecnologia, mas recolocá-la em seu devido lugar. Telas podem fazer parte da rotina, desde que não ocupem o espaço da infância real: aquela feita de movimento, diálogo, imaginação, limites, convivência e descoberta.
Água Crystal recolhe lote após bactéria e acende alerta para controle da água nas indústrias

Contaminação em lote da Crystal reforça importância do monitoramento contínuo da água na indústria A Agência Nacional de Vigilância Sanitária comunicou nesta quarta-feira (3/6) o recolhimento voluntário de um lote da água mineral natural sem gás Crystal, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia, Goiás, após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto. O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml, com fabricação em 20 de janeiro de 2026 e validade até 20 de janeiro de 2027. A medida atinge unidades distribuídas no Distrito Federal, em cidades de Goiás, no Tocantins e no interior de São Paulo. Segundo a Anvisa, o recolhimento foi iniciado após laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, o Lacen-DF, confirmar a presença da bactéria em amostra coletada durante ação de rotina da Vigilância Sanitária do DF. Água Crystal recolhe lote após contaminação bacteriana De acordo com as informações oficiais, a empresa informou à Anvisa que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor. A agência também informou que, até o momento, não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais da fabricante. A orientação para quem possui garrafas do lote identificado é não consumir o produto e aguardar ou buscar as orientações da empresa sobre devolução e reembolso. Reportagens sobre o caso informam que o atendimento ao consumidor pode ser feito pelo SAC da fabricante, no telefone 0800 061 5000. A Anvisa informou ainda que, até agora, os dados disponíveis indicam ocorrência restrita ao lote comunicado. A investigação segue em andamento, com acompanhamento da agência e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Controle da água é etapa crítica na indústria Embora o recolhimento esteja restrito a um lote específico, o episódio chama atenção para um ponto essencial na indústria de alimentos e bebidas: a água não é apenas um insumo operacional. Ela participa de etapas como captação, armazenamento, envase, lavagem, higienização de equipamentos, limpeza de superfícies e controle sanitário do ambiente produtivo. Especialistas em segurança de alimentos apontam que contaminações bacterianas raramente surgem apenas no produto final. Em muitos casos, a origem pode estar em etapas anteriores do processo, como reservatórios, tubulações, filtros, pontos de estagnação, falhas de higienização ou desequilíbrio nos parâmetros de tratamento. Entre os fatores de risco estão baixos níveis de cloro residual, formação de biofilmes nas tubulações, alta turbidez, acúmulo de matéria orgânica e falhas de manutenção preventiva. Esses problemas podem passar despercebidos quando o controle depende apenas de coletas periódicas. Monitoramento contínuo reduz riscos Os exames laboratoriais são fundamentais para comprovar a qualidade da água, mas representam uma fotografia do momento da coleta. Entre uma análise e outra, alterações podem ocorrer no sistema e afetar a segurança da produção. Por isso, indústrias mais estruturadas têm ampliado o monitoramento contínuo de indicadores como pH, cloro residual livre, turbidez, temperatura, pressão, vazão e nível dos reservatórios. A lógica é simples: quanto mais cedo um desvio é identificado, menor a chance de o problema chegar ao produto final. Essa prática também reduz perdas econômicas. Episódios de contaminação podem gerar recolhimentos, paralisações, descarte de produtos, investigação regulatória, custos logísticos e danos à reputação da marca. Em um mercado competitivo, a confiança do consumidor é um ativo tão importante quanto a capacidade produtiva. Caso reforça responsabilidade sanitária e transparência No caso da Crystal, a Anvisa informou que a contaminação foi detectada em ação de rotina da Vigilância Sanitária do DF e confirmada por contraprova. O produto foi fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia, e distribuído para diferentes regiões, incluindo o Distrito Federal, Goiás, Tocantins e interior paulista. A fabricante informou, em nota enviada a veículos de imprensa, que o recolhimento é preventivo e voluntário, que a distribuição do lote foi restrita e que a medida não envolve outros lotes ou produtos da marca. A empresa também afirmou que segue cooperando com as autoridades competentes. O episódio reforça a importância da transparência em situações de risco sanitário. Para o consumidor, a informação clara permite identificar o lote e evitar o consumo. Para a indústria, a resposta rápida ajuda a reduzir danos, preservar a credibilidade e demonstrar compromisso com a segurança. Água deve ser tratada como ponto estratégico A principal lição para o setor produtivo é que a água precisa ser tratada como ponto crítico de controle. Em indústrias de alimentos, bebidas, cosméticos, medicamentos e serviços de saúde, pequenas falhas podem comprometer lotes inteiros. Mais do que cumprir exigências regulatórias, o controle da água deve fazer parte de uma cultura de prevenção. Monitorar continuamente, registrar dados, manter equipamentos em dia e agir rapidamente diante de qualquer desvio são medidas que protegem consumidores, empresas e o próprio ambiente de negócios. O caso da Crystal ainda está sob acompanhamento das autoridades sanitárias. Até que a investigação seja concluída, a recomendação central permanece: consumidores devem verificar o lote, não consumir unidades afetadas e seguir as orientações de devolução ou reembolso.
Batimentos cardíacos muito baixos ou altos podem elevar risco de AVC, diz estudo

Pesquisa apresentada na Conferência da Organização Europeia de AVC de 2026, em Maastricht, sugere que frequências cardíacas em repouso muito baixas ou muito altas podem estar ligadas a maior risco de acidente vascular cerebral. O estudo é observacional e ainda não comprova relação de causa e efeito. A frequência cardíaca em repouso muito baixa ou muito alta pode estar associada a um risco maior de acidente vascular cerebral, segundo estudo apresentado na quarta-feira, 6 de maio, durante a European Stroke Organisation Conference 2026, em Maastricht, na Holanda. A pesquisa analisou dados de aproximadamente 460 mil pessoas do UK Biobank acompanhadas por cerca de 14 anos e identificou um padrão em forma de “U”: o menor risco foi observado entre participantes com batimentos entre 60 e 69 por minuto. O levantamento chama atenção porque contraria uma percepção comum de que batimentos mais baixos seriam sempre sinal de melhor condicionamento cardiovascular. Embora isso possa ser verdadeiro em atletas e pessoas fisicamente ativas, os pesquisadores afirmam que frequências muito abaixo ou muito acima da faixa intermediária podem funcionar como marcador de risco em parte da população. Batimentos cardíacos e risco de AVC De acordo com os dados divulgados, o risco de AVC foi 25% maior entre pessoas com frequência cardíaca em repouso abaixo de 50 batimentos por minuto e 45% maior entre aquelas com 90 batimentos por minuto ou mais, em comparação com o grupo entre 60 e 69 bpm. A análise levou em conta fatores como idade, sexo e condições cardiovasculares, incluindo fibrilação atrial. A frequência cardíaca em repouso é o número de vezes que o coração bate por minuto quando a pessoa está em descanso. Segundo a American Heart Association, para a maioria dos adultos, valores entre 60 e 100 batimentos por minuto são considerados normais, embora fatores como atividade física, estresse, ansiedade, medicamentos e condições hormonais possam alterar esse número. Estudo analisou dados do UK Biobank A pesquisa usou informações do UK Biobank, uma grande base de dados de saúde de adultos do Reino Unido. Durante o período de acompanhamento, foram registrados 12.290 casos de AVC entre os participantes. O estudo foi apresentado como comunicação oral por pesquisadores ligados ao tema “frequência cardíaca reduzida e elevada como preditoras de risco de AVC, independentemente da fibrilação atrial”. A repercussão feita pelo site Live Science destaca que o padrão em “U” foi observado inclusive entre pessoas sem histórico de fibrilação atrial, uma arritmia conhecida por aumentar o risco de AVC. Isso sugere que a frequência cardíaca em repouso pode ser um indicador adicional a ser observado, mas não substitui avaliação médica nem exames clínicos. Resultado ainda não prova causa e efeito Apesar da relevância dos números, especialistas ressaltam que o estudo é observacional. Isso significa que ele identifica associação estatística, mas não demonstra que batimentos muito baixos ou altos causem diretamente o AVC. A própria reportagem do Live Science informa que os achados ainda não foram publicados em revista científica revisada por pares. Esse ponto é importante para evitar alarmismo. Uma frequência cardíaca baixa pode ser normal em atletas, pessoas bem condicionadas ou durante o sono. Por outro lado, alterações persistentes, especialmente quando acompanhadas de sintomas, histórico familiar ou outros fatores de risco, devem ser avaliadas por profissional de saúde. Prevenção depende de acompanhamento e controle de riscos O AVC segue entre os principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde informa que, em 2021, o AVC foi a terceira principal causa global de morte e incapacidade combinadas, com 11,9 milhões de novos casos naquele ano. Além da frequência cardíaca, fatores tradicionais continuam centrais na prevenção. O CDC aponta pressão alta, colesterol elevado, doenças cardíacas, diabetes, obesidade, sedentarismo e tabagismo como condições e comportamentos associados ao maior risco de AVC. Nesse contexto, o estudo reforça a importância de monitoramento simples, prevenção e acesso eficiente à atenção básica. Medir batimentos, pressão arterial e outros indicadores pode ajudar a identificar riscos de forma precoce, reduzindo complicações e custos para famílias e sistemas de saúde. Os pesquisadores indicam que novos estudos serão necessários para esclarecer se a frequência cardíaca extrema é apenas um marcador de risco ou se participa diretamente dos mecanismos que levam ao AVC. Até lá, a recomendação prática é não interpretar números isolados, mas considerar o conjunto da saúde cardiovascular. Gostou ? Compartilhe
DROGASIL PASSA A ADOTAR ESCALA 5×2 EM TODAS AS UNIDADES DA REDE EM GOIÁS

A rede de farmácias Drogasil adotou oficialmente a escala 5×2 em mais de 2 mil lojas no país, incluindo as unidades em Goiás. A empresa começou a implantar a mudança no segundo semestre de 2025 e já aplica a nova escala para todos os funcionários. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o conselheiro da RD Saúde, Antônio Carlos Pipponzi, afirmou que a mudança acompanha uma tendência nacional. Apesar disso, ele alertou para possíveis impactos financeiros no varejo. No entanto, segundo a Drogasil, a rede adotou o novo modelo sem aumentar custos. Além disso, os funcionários continuam cumprindo jornadas de 44 horas semanais. Dessa forma, a empresa afirma que conseguiu manter o equilíbrio operacional mesmo com a mudança na escala. A empresa também avalia reduzir o horário de funcionamento de algumas lojas caso o Congresso aprove a proposta de redução para 40 horas semanais. Segundo Pipponzi, a redução da jornada pode elevar em cerca de 10% os custos operacionais. Ele também afirmou que a adoção ampla da escala 5×2 no varejo pode aumentar entre 15% e 20% os custos do setor. Na Câmara dos Deputados, o Governo Federal e lideranças fecharam acordo nesta quarta-feira (13). A proposta prevê jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários no texto da PEC do fim da escala 6×1. A votação na Comissão Especial está prevista para o dia 27 de maio.
MOLÉCULA ANTI-INFLAMATÓRIA MOSTRA POTENCIAL CONTRA PARKINSON

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) investigou uma nova estratégia para o tratamento do Parkinson. Em experimentos com camundongos, uma molécula com ação anti-inflamatória foi capaz de proteger neurônios e reduzir danos associados à doença. Os resultados foram publicados na revista Neuropharmacology em 23 de março e indicam que o método pode atuar de forma diferente das terapias atuais, que se concentram principalmente na reposição de dopamina. A pesquisa avaliou os efeitos de um peptídeo chamado Ac2-26, derivado de uma proteína conhecida como Anexina A1, presente naturalmente no organismo. Segundo os cientistas, a substância atua no controle da neuroinflamação, um processo importante no desenvolvimento do Parkinson. “Ainda é um estudo experimental, muito inicial, mas que traz uma proposta interessante por apresentar uma estratégia diferente do tratamento convencional. O peptídeo atua na neuroinflamação e não na reposição de dopamina”, afirma Cristiane Damas Gil, da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, em comunicado. Até agora, o efeito observado é preventivo, já que o peptídeo foi administrado no início do processo de dano cerebral. A próxima etapa será investigar se a substância também pode reverter danos que já estão instalados. “Nosso próximo passo é investigar se o peptídeo funciona revertendo o dano causado pela doença de Parkinson. Se isso for comprovado, ele se torna um possível novo tratamento”, afirma Cristiane. Apesar dos resultados, os pesquisadores destacam que ainda são necessários novos estudos antes que a estratégia possa ser testada em humanos.
RÚSSIA ANUNCIA QUE VACINA CONTRA O CÂNCER ESTÁ PRONTA E SERÁ OFERECIDA GRATUITAMENTE PARA TODOS OS PACIENTES DO MUNDO

A Rússia anunciou o desenvolvimento de uma vacina experimental contra o câncer baseada em tecnologia mRNA, projetada para estimular o sistema imunológico a identificar e combater células tumorais de forma personalizada. Segundo autoridades russas, os primeiros estudos apresentaram resultados promissores na redução do avanço de tumores e metástases, e a intenção é disponibilizar o tratamento gratuitamente caso ele seja aprovado em todas as etapas clínicas e regulatórias. O anúncio rapidamente ultrapassou o campo científico e passou a gerar debates sobre os impactos econômicos e geopolíticos de uma possível terapia de baixo custo para uma das doenças que mais movimentam a indústria farmacêutica mundial. Especialistas reforçam que ainda são necessários estudos clínicos mais amplos para comprovar a eficácia e a segurança do tratamento, mas o tema já levanta discussões importantes sobre acesso à saúde, patentes e o futuro da medicina personalizada. Enquanto a ciência continua avançando, cresce também uma pergunta que divide opiniões: o mundo está preparado para tornar tratamentos inovadores realmente acessíveis para todos?
“VAPE DO BEM”: INALADOR NATURAL PROMETE MELHORAR A RESPIRAÇÃO E LIMPAR AS VIAS AÉREAS

O inalador L Max, desenvolvido pela empresa norte-americana Climatic Health, tem viralizado como o “vape do bem” por prometer a limpeza das vias aéreas sem o uso de nicotina. Diferente dos cigarros eletrônicos convencionais, o dispositivo utiliza um sistema de pó seco com ingredientes naturais que buscam desobstruir os pulmões e melhorar a capacidade respiratória de forma imediata.