
No mundo das artes não há limites para criatividade e a imaginação. A obra “Comedian”, uma banana na parede com fita prateada, de Maurício Cattelan, foi vendida por impressionantes US$ 6,2 milhões, em 2025. No mesmo leilão, uma tela de Picasso, na fase cubista, saiu por menos de US$ 5 milhões. Isso quer dizer que o mundo enlouqueceu e uma banana tem valor de mercado superior a um Picasso? Claro que não. Foi o inusitado que chamou a atenção dos colecionadores cada vez mais seletivos em busca do fora do comum no circuito das artes. Há tempos que o mercado foi tomado por imagens que já não provocam tanto estímulo como o cubismo de Picasso, que desconstruiu a realidade e revolucionou a arte moderna no início do século XX.
No século XXI, a arte chegou ao limite da percepção quando surgiram os primeiros trabalhos de artistas que exploram a linha entre o visível e o invisível. Foi um convite ao espectador para uma viagem ainda mais profunda através do simples ato de olhar. Assim surgiu o conceito da arte conceitual, um nicho, ainda inexplorado, que muitas vezes sofre preconceito tanto dos artistas como amantes da arte.
Obras invisíveis ou imateriais marcam a ideia de arte conceitual. Através delas, seus criadores tentam mostrar, pelo nada, que a ausência de algo também é arte. Quando expostas, elas sempre provocam surpresas e discussões. Por isso, vários trabalhos, às vezes um tanto controversos, e calcados em uma ideia de conceitualismo, sempre levantam polêmicas e questionamentos.
Hoje, “Lo Sono” está instalada bem na entrada da mansão de um ator de Hollywood, que não teve o nome revelado porque teme que a escultura invisível possa ser roubada. Na época, Salvatore foi questionado sobre vender o “nada”. Ele respondeu dizendo que “não foi o nada que foi vendido, mas o próprio vácuo.”