
Imagine estar gripado, poder “estourar” o vírus da infecção e melhorar? De acordo com uma nova descoberta de pesquisadores brasileiros, isso é possível. O mais curioso é que o “ataque” vem por meio de ondas sonoras do ultrassom – sim, o mesmo método utilizado por mulheres para observar o bebê quando estão grávidas.
Batizado de ressonância acústica, o método consegue causar mudanças na estrutura do vírus, sendo capaz de rompê-lo e interromper seu funcionamento – por isso, é como se fosse uma “explosão” viral.
O novo estudo revela que as ondas sonoras de alta frequência são eficientes não só para reduzir a capacidade infecciosa do vírus da gripe, a influenza A (H1N1), mas também do que provoca a covid-19, o sars-cov-2. O trabalho tem potencial para virar um novo tratamento para infecções respiratórias.
Liderado por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), os resultados foram publicados na revista Scientific Reports em meados de fevereiro.
Durante os experimentos, foram utilizadas frequências entre 3 MHz e 20 MHz. Ao serem expostos ao ultrassom, os vírus diminuíram de tamanho e se fragmentaram, comprometendo diretamente sua estrutura. O impacto também atrapalhou a capacidade infecciosa, demonstrando a eficiência da ressonância acústica.
Um outro diferencial da terapia inovadora é que ela não utiliza calor ou radiação, evitando machucar tecidos da pele ao ser usada. Além de não invasiva, ela também pode reduzir a dependência por medicamentos para tratar infecções respiratórias.