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O investimento estrangeiro na B3 já soma R$ 42,56 bilhões e impulsionou a bolsa uma sequência de recordes em 2026. Mas o cenário de tensão leva investidores a reduzir riscos e pode interromper a sequência de altas.


Em 2026, o dinheiro estrangeiro voltou com força à bolsa brasileira. Apenas nos dois primeiros meses do ano, o saldo de recursos vindos do exterior na B3 chegou a R$ 42,56 bilhões, o terceiro maior volume para o período na última década, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

Esse fluxo ajudou a impulsionar o Ibovespa, principal índice da bolsa, que atingiu recorde histórico e superou pela primeira vez os 190 mil pontos.

A escalada da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado, voltou a trazer incerteza aos investidores. Desde o início do conflito, a bolsa acumula queda de 4,41% e retornou aos 180 mil pontos.

Se antes os investidores estavam mais dispostos a correr riscos, em momentos de tensão internacional ocorre o movimento inverso, conhecido como “flight to quality”: investidores deixam as bolsas de valores e passam a preferir aplicações consideradas mais seguras, como dólar e ouro.

Diante desse cenário, é possível dizer que a fase de forte valorização da bolsa brasileira chegou ao fim? Para especialistas ouvidos pelo g1, a entrada de capital estrangeiro ainda pode continuar ao longo de 2026, mas o ritmo deve depender do cenário internacional.

Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

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