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Pesquisa PoderData/Aya mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 2º turno

Lula marca 46% e Flávio Bolsonaro 43% em cenário de segundo turno, diz pesquisa Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%. Como a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados no 2º turno O resultado indica estabilidade no cenário eleitoral em relação ao levantamento anterior, divulgado no fim de maio. Na pesquisa passada, Lula também aparecia com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 42%. A oscilação de 1 ponto percentual do senador do PL ocorreu dentro da margem de erro. O cenário reforça uma disputa nacional ainda aberta e competitiva, especialmente porque os números seguem próximos. Em levantamentos eleitorais, empate técnico não significa igualdade exata, mas que, considerando a margem de erro, não é possível afirmar com segurança estatística que um candidato está à frente do outro. Pesquisa também testou outros nomes Além de Flávio Bolsonaro, o PoderData/Aya avaliou cenários de segundo turno envolvendo Ronaldo Caiado (PSD), Joaquim Barbosa (DC), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Segundo o levantamento, Lula aparece tecnicamente empatado com todos esses nomes, exceto Renan Santos, contra quem registra vantagem fora da margem de erro. A leitura geral do instituto é de estabilidade. Todas as variações nos confrontos diretos em relação à rodada anterior ficaram dentro da margem de erro, o que indica um eleitorado ainda bastante dividido. Recortes mostram diferenças por sexo e região Nos recortes demográficos, Lula tem melhor desempenho entre mulheres, com 50% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o cenário se inverte: Flávio aparece com 48%, enquanto Lula registra 41%. Por região, o presidente tem vantagem no Nordeste, onde aparece com 53% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra melhor desempenho no Centro-Oeste, com 52%. O levantamento também aponta diferenças por escolaridade, com Lula melhor entre eleitores com ensino fundamental e Flávio com desempenho superior entre os que têm ensino médio. Metodologia da pesquisa A pesquisa PoderData/Aya foi realizada entre os dias 21 e 24 de junho de 2026. Foram ouvidas 2.400 pessoas em 617 municípios das 27 unidades da Federação, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05722/2026. Segundo o PoderData, as entrevistas foram feitas por sistema URA, em que o eleitor ouve perguntas gravadas e responde pelo teclado do telefone. O levantamento foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa do grupo Poder360, em parceria de divulgação com a Aya Bancah. Cenário eleitoral segue indefinido O resultado mostra que a corrida presidencial ainda está marcada por forte divisão do eleitorado. A diferença numérica entre Lula e Flávio Bolsonaro existe, mas não ultrapassa a margem de erro, o que impede uma conclusão definitiva sobre liderança no cenário testado. Pesquisas eleitorais são fotografias do momento em que os dados são coletados. Elas ajudam a medir tendências, estabilidade ou oscilação, mas não antecipam o resultado final da eleição. Até a votação, fatores como campanha, debates, economia, alianças, rejeição, mobilização regional e acontecimentos políticos podem alterar o comportamento do eleitorado.

Inflação dos alimentos desacelera em junho, mas ainda pesa no bolso das famílias

Alimentos perdem força no IPCA-15, mas batata, tomate e feijão seguem pressionando preços Inflação dos alimentos desacelera em junho A inflação dos alimentos perdeu força em junho, mas continuou pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, o IPCA-15, divulgado pelo IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas passou de alta de 1,38% em maio para 0,74% em junho. Mesmo com a desaceleração, foi o grupo de maior variação e impacto no índice do mês, com contribuição de 0,16 ponto percentual. A prévia da inflação oficial ficou em 0,41% em junho, abaixo dos 0,62% registrados em maio. No acumulado do ano, o IPCA-15 chegou a 3,45%, enquanto em 12 meses soma 4,80%, acima dos 4,64% observados no período imediatamente anterior. Alimentação no domicílio ainda pesa no orçamento Dentro do grupo Alimentação e Bebidas, a alimentação no domicílio também perdeu força, passando de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Ainda assim, produtos básicos continuaram subindo de forma expressiva, afetando diretamente as compras de supermercado. Os maiores aumentos foram registrados na batata-inglesa, com alta de 29,42%; no tomate, com 17,27%; no feijão-carioca, com 14,29%; e na cebola, com 9,54%. Esses itens têm forte presença na mesa do brasileiro e, por isso, mesmo variações pontuais acabam sendo sentidas rapidamente pelas famílias. No acumulado do primeiro semestre, a pressão foi ainda mais forte. Tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço, com altas acumuladas de 103,84%, 103,10% e 100,20%, respectivamente. Clima ajuda a explicar alta de hortaliças e legumes Especialistas apontam que alimentos como tomate, batata, cenoura, cebola e folhas são altamente sensíveis às condições climáticas. Chuvas intensas, calor excessivo, geadas, irregularidade no plantio e problemas na colheita podem reduzir a oferta e provocar aumentos rápidos de preços. Esse tipo de alimento também é perecível, o que limita a capacidade de armazenamento por longos períodos. Quando há quebra de produção ou dificuldade logística, o repasse ao consumidor costuma acontecer com velocidade. Para famílias de menor renda, o impacto é mais pesado. Como alimentação representa uma parcela maior do orçamento doméstico, altas em produtos básicos reduzem o poder de compra e obrigam consumidores a trocar marcas, reduzir quantidades ou substituir alimentos. Café e frutas registram queda em junho Apesar da pressão em itens importantes, alguns produtos apresentaram alívio. O café moído caiu 3,69% em junho, enquanto as frutas tiveram queda média de 0,96%, segundo o IBGE. Esses recuos ajudaram a conter parte da alta do grupo Alimentação e Bebidas. No caso do café, a melhora nas expectativas de oferta contribuiu para reduzir a pressão sobre os preços. Ainda assim, o produto segue no radar dos consumidores, já que vinha acumulando fortes altas nos últimos meses e tem peso relevante no consumo diário das famílias brasileiras. A queda nas frutas também ajuda a aliviar a cesta, mas não elimina o problema central: a inflação dos alimentos permanece disseminada em itens de grande consumo. Alimentação fora de casa também desacelera A alimentação fora do domicílio teve desaceleração em junho, passando de 0,51% em maio para 0,40%. O preço das refeições subiu 0,39%, abaixo da alta de 0,57% registrada no mês anterior. Já os lanches aceleraram, passando de 0,37% para 0,45%. Esse comportamento mostra que a pressão dos alimentos não fica restrita ao supermercado. Restaurantes, lanchonetes e pequenos comércios também sofrem com custos de insumos, energia, aluguel, mão de obra e logística. Para trabalhadores que dependem de alimentação fora de casa, mesmo aumentos moderados têm impacto relevante ao longo do mês. O custo diário do almoço, do lanche ou da refeição pronta pesa especialmente em grandes centros urbanos. Inflação exige cautela na economia A desaceleração do IPCA-15 em junho é positiva, mas ainda não representa alívio completo. O grupo Alimentação e Bebidas segue como uma das principais fontes de pressão sobre a inflação e sobre o bolso da população. Em um cenário de juros elevados e renda apertada, controlar o preço dos alimentos é essencial para preservar o poder de compra das famílias. Isso depende de clima favorável, logística eficiente, estabilidade no campo, redução de desperdícios e ambiente econômico previsível para produção e distribuição. O dado de junho mostra melhora em relação a maio, mas também revela que a inflação alimentar continua sendo um desafio central para consumidores, produtores e formuladores de política econômica.

Pelé fez história aos 17 anos ao decidir a Copa do Mundo de 1958

Aos 17 anos, Pelé marcou dois gols na final e levou o Brasil ao primeiro título mundial Pelé entrou definitivamente para a história do futebol em 29 de junho de 1958, quando, aos 17 anos, brilhou na final da Copa do Mundo contra a Suécia e ajudou a Seleção Brasileira a conquistar seu primeiro título mundial. Na decisão disputada em Estocolmo, o Brasil venceu os donos da casa por 5 a 2, com dois gols do jovem atacante, que se tornaria conhecido mundialmente como o Rei do Futebol. A atuação marcou um divisor de águas para o esporte brasileiro. Até aquele momento, o Brasil ainda buscava sua primeira taça em Copas do Mundo e carregava frustrações anteriores, especialmente a derrota em casa na final de 1950. A vitória em 1958 mudou essa história e inaugurou uma era de protagonismo da Seleção no cenário internacional. Pelé na final da Copa de 1958 Pelé chegou à Copa da Suécia como uma promessa do Santos, mas deixou o torneio como fenômeno global. Mesmo muito jovem, mostrou personalidade, técnica e frieza em uma das partidas mais importantes da história do futebol brasileiro. Na final, a Suécia abriu o placar, mas o Brasil reagiu com equilíbrio e qualidade. Vavá marcou duas vezes, Zagallo também deixou o dele, e Pelé completou a goleada com dois gols que entraram para a memória do futebol. Um dos lances mais lembrados foi o gol em que Pelé dominou a bola dentro da área, encobriu o marcador e finalizou com categoria. A jogada sintetizou aquilo que o mundo passaria a reconhecer como marca do craque: criatividade, improviso, domínio técnico e poder de decisão. Jogador mais jovem a decidir um Mundial Com apenas 17 anos, Pelé se tornou o jogador mais jovem a atuar, vencer e marcar em uma final de Copa do Mundo. O feito permanece como um dos recordes mais impressionantes da história do torneio. A pouca idade do atacante tornou a conquista ainda mais simbólica. Enquanto muitos atletas levam anos para chegar ao auge, Pelé mostrou maturidade competitiva ainda adolescente, em um ambiente de enorme pressão e diante da seleção anfitriã. A final contra a Suécia consolidou a imagem de um jogador fora do comum. O menino da Vila Belmiro, que até pouco tempo antes era visto como promessa, passou a ser tratado como uma realidade mundial. Primeiro título mundial do Brasil A conquista de 1958 teve significado profundo para o Brasil. O país venceu sua primeira Copa do Mundo, afirmou uma identidade futebolística própria e apresentou ao mundo uma geração histórica, formada por nomes como Pelé, Garrincha, Didi, Vavá, Nilton Santos, Djalma Santos, Zagallo e Gilmar. A Seleção de 1958 combinava talento individual, força coletiva e estilo ofensivo. O título na Suécia ajudou a transformar o futebol em um dos símbolos mais fortes da cultura brasileira. Para muitos torcedores, aquele Mundial marcou o início da relação afetiva entre o Brasil e a Copa do Mundo. A partir dali, a camisa amarela passou a carregar um peso diferente, associado à técnica, alegria, competitividade e capacidade de revelar craques decisivos. De promessa a mito do esporte A atuação de Pelé em 1958 foi apenas o começo de uma trajetória única. Depois daquela Copa, ele ainda seria protagonista em outras conquistas e se tornaria o único jogador tricampeão mundial como atleta. Mas a final contra a Suécia ocupa um lugar especial porque representa o nascimento internacional do mito. Foi ali que o mundo viu, em uma decisão de Copa, um adolescente brasileiro assumir responsabilidade e decidir com autoridade. Mais de seis décadas depois, os gols de Pelé naquela final seguem como referência histórica. Não apenas pelo placar, mas pelo que representaram: a afirmação de um talento raro, a consagração de uma geração e o início da era mais vitoriosa da Seleção Brasileira. Legado permanece vivo O feito de Pelé em 1958 continua sendo lembrado porque une juventude, genialidade e conquista coletiva. Em um esporte marcado por pressão e detalhes, decidir uma Copa do Mundo aos 17 anos é uma marca que atravessa gerações. A história daquele 29 de junho permanece como um dos capítulos mais importantes do futebol mundial. Para o Brasil, foi o dia em que a Seleção levantou sua primeira taça. Para Pelé, foi o momento em que um menino deixou de ser apenas promessa e passou a ocupar um lugar eterno no esporte.

TCE-GO aponta 3.339 servidores com mais de 70% da remuneração comprometida

Auditoria do TCE-GO alerta para superendividamento de servidores estaduais Uma auditoria operacional em andamento no Tribunal de Contas do Estado de Goiás identificou que 3.339 servidores estaduais, entre ativos, aposentados e pensionistas, tiveram mais de 70% da remuneração bruta comprometida por descontos em folha no mês de fevereiro. O levantamento foi realizado na Gerência de Consignação da Secretaria de Estado da Administração e acendeu alerta para o risco de superendividamento no funcionalismo público. TCE-GO aponta descontos acima do limite legal Segundo o TCE-GO, a Lei Estadual nº 16.898/2010 veda o comprometimento de mais de 70% da remuneração com consignações. Mesmo assim, a auditoria encontrou 3.339 casos acima desse limite apenas na folha analisada. Desse total, 2.925 pessoas tiveram entre 70% e 90% da renda comprometida, enquanto 414 ficaram com mais de 90% da remuneração bruta tomada por descontos. O dado chama atenção porque indica que parte dos servidores pode ter ficado com uma parcela muito pequena da renda disponível para despesas básicas, como alimentação, moradia, saúde, transporte e contas domésticas. Polícia Militar concentra maior número de casos A concentração das ocorrências também chamou a atenção dos auditores. A Polícia Militar respondeu por 41,2% dos casos identificados. Em seguida aparecem a Secretaria de Estado da Educação, com 18%, e a Polícia Civil, com 9,4%. O levantamento considera a soma de consignações obrigatórias, como imposto de renda, previdência social e pensão alimentícia, e consignações facultativas, como empréstimos consignados, cartão de benefício e seguro de vida. O TCE-GO também destacou que os empréstimos consignados possuem limite específico e não podem ultrapassar, sozinhos, 35% da renda. Quase 60% do funcionalismo tem consignado O relatório técnico aponta ainda que 59,89% do funcionalismo estadual possui ao menos um empréstimo consignado. Ao todo, são 287.152 operações ativas, com movimentação financeira de aproximadamente R$ 157 milhões. Esses números mostram a dimensão do consignado dentro da vida financeira dos servidores públicos. Embora esse tipo de crédito costume ter juros menores que outras modalidades, o desconto direto em folha pode se tornar um problema quando falta controle da margem, transparência nos contratos e educação financeira. Auditoria avalia controles do governo A auditoria foi iniciada em novembro de 2025 e está sob relatoria do conselheiro Kennedy Trindade. O trabalho é conduzido pela Diretoria de Fiscalização de Pessoal, vinculada à Secretaria de Controle Externo do TCE-GO, com foco nos mecanismos de controle do Estado sobre consignações e no credenciamento das instituições financeiras conveniadas. Segundo o tribunal, o Estado foi alertado sobre as irregularidades e decidiu adotar providências antes mesmo do julgamento final do processo. O TCE-GO informou ainda que servidores que tiveram descontos suspensos ou reduzidos devem buscar orientação diretamente com as instituições financeiras responsáveis pelos contratos. Caso exige controle, transparência e responsabilidade O caso reforça a necessidade de maior rigor na gestão das consignações. O crédito consignado pode ser uma ferramenta legítima para reorganizar dívidas ou acessar recursos em condições mais previsíveis. No entanto, quando a margem é ultrapassada, o instrumento deixa de ser solução e passa a representar risco social, financeiro e administrativo. Para o servidor, o problema aparece no orçamento familiar. Para o Estado, surge a necessidade de melhorar sistemas, fiscalizar instituições conveniadas e garantir que a folha de pagamento não seja usada de forma incompatível com a legislação. A auditoria também levanta um ponto importante sobre eficiência pública. O controle da margem consignável não é apenas uma questão bancária, mas de governança. Cabe ao poder público proteger a legalidade, evitar falhas sistêmicas e impedir que servidores fiquem sem renda mínima para suas necessidades básicas.

Serra Catarinense registra frio recorde, geada e sincelo com mínima de -8,7°C

Frio intenso transforma Serra Catarinense em cenário de inverno europeu Frio recorde atinge a Serra Catarinense A intensa onda de frio que atinge Santa Catarina transformou a Serra Catarinense em um cenário típico de inverno rigoroso nesta quinta-feira, 25 de junho. Com temperaturas abaixo de zero, geada generalizada e registros do fenômeno conhecido como sincelo, municípios serranos amanheceram com campos, árvores e estruturas cobertos por gelo. Segundo a Epagri/Ciram, uma massa de ar frio e seco de origem polar manteve as temperaturas muito baixas na madrugada e no início da manhã. Ao todo, 49 municípios catarinenses registraram marcas negativas. A menor temperatura do estado ocorreu em Bom Jardim da Serra, com -8,7°C, seguida por Urupema, com -8,17°C, e Urubici, com -5,88°C. Bom Jardim da Serra e Urupema tiveram mínimas abaixo de -8°C Bom Jardim da Serra liderou o ranking estadual do frio, reforçando a condição da Serra como uma das regiões mais geladas do Brasil durante o inverno. Urupema, conhecida como Capital Nacional do Frio, também registrou temperatura abaixo de -8°C, confirmando a força da massa polar sobre o Planalto Sul. De acordo com a Epagri/Ciram, o frio mais intenso ficou concentrado principalmente no Planalto Sul, no Meio-Oeste e no Planalto Norte. Nessas áreas, houve formação generalizada de geada, fenômeno comum em noites frias, secas e de céu mais aberto. Em São Joaquim, outro município tradicionalmente associado ao frio catarinense, os termômetros também ficaram abaixo de zero. A queda acentuada de temperatura atraiu a atenção de moradores, turistas e fotógrafos, que aproveitaram o amanhecer para registrar as paisagens congeladas. Sincelo forma paisagens raras na Serra Além da geada, a Serra Catarinense também teve registros de sincelo, um fenômeno considerado raro no Brasil. Segundo explicação técnica da Epagri/Ciram, o sincelo ocorre em dias com nevoeiro, geralmente com temperaturas entre -2°C e -8°C, quando gotículas de água congelam ao tocar superfícies muito frias. O resultado é a formação de cristais finos de gelo sobre plantas, cercas, árvores e outras estruturas expostas. Visualmente, o fenômeno pode lembrar neve, mas sua formação é diferente. Enquanto a neve cai das nuvens, o sincelo se forma pelo congelamento do nevoeiro em contato com superfícies geladas. A Epagri/Ciram destaca que, no Brasil, o sincelo é incomum e costuma ser observado principalmente em cidades serranas de Santa Catarina, como Urubici, Urupema e São Joaquim. Frio intenso movimenta turismo de inverno O frio extremo também movimenta o turismo na Serra Catarinense. Cidades como São Joaquim, Urupema, Urubici e Bom Jardim da Serra costumam atrair visitantes em busca de geada, temperaturas negativas, paisagens congeladas e experiências típicas de inverno. Hotéis, pousadas, cafés, restaurantes e comércios locais se beneficiam do aumento do fluxo turístico, especialmente em períodos de frio intenso. Para a economia regional, o inverno é uma vitrine importante, capaz de fortalecer pequenos negócios e valorizar a identidade serrana. Ao mesmo tempo, as autoridades reforçam a necessidade de atenção nas estradas, especialmente em áreas com gelo sobre pistas, neblina e baixa visibilidade. Motoristas devem reduzir a velocidade, evitar manobras bruscas e redobrar o cuidado em trechos de serra. Geada pode impactar agricultura Embora crie paisagens atrativas para o turismo, o frio intenso também exige atenção do setor produtivo. Geadas fortes podem afetar hortaliças, frutas, pastagens e pequenas lavouras, especialmente quando ocorrem de forma ampla e em sequência. Produtores rurais precisam acompanhar os avisos meteorológicos, proteger culturas mais sensíveis e adotar medidas preventivas quando houver risco de nova queda acentuada de temperatura. A previsibilidade climática é essencial para reduzir prejuízos e proteger a produção local. Segundo a Epagri/Ciram, a previsão era de que a sexta-feira (26) ainda tivesse frio e possibilidade de geada, especialmente do Oeste aos Planaltos, mas com temperaturas em leve elevação devido ao deslocamento da massa de ar frio para o oceano.

Coração do jogador passa por remodelamento para suportar jogos de alta intensidade

Copa: esforço físico e pressão emocional fazem coração de atletas trabalhar no limite O coração de um jogador de futebol trabalha em ritmo elevado durante partidas de alta intensidade, especialmente em competições como a Copa do Mundo. A cada corrida, arrancada, freada, mudança de direção e disputa pela bola, o organismo precisa aumentar o envio de oxigênio e nutrientes aos músculos, exigindo maior esforço do sistema cardiovascular. Essa adaptação não ocorre apenas no dia do jogo. Atletas profissionais passam por anos de treinamento intenso, o que leva o coração a desenvolver alterações fisiológicas conhecidas como “coração do atleta”. O Manual MSD descreve esse quadro como um conjunto de mudanças estruturais e funcionais observadas em pessoas que treinam por longos períodos e em alta intensidade. Coração do atleta passa por remodelamento fisiológico O chamado remodelamento fisiológico é uma resposta natural ao treinamento contínuo. Com o tempo, o coração pode aumentar sua capacidade de bombear sangue, adaptar câmaras cardíacas e melhorar o desempenho durante o esforço físico. O cardiologista Ricardo Cals, do Hospital Santa Lúcia Norte, explica que o jogador de futebol precisa suportar corridas longas, mudanças bruscas de ritmo e explosões de força e velocidade. “Para dar conta dessa exigência, o coração passa por um remodelamento fisiológico, conhecido como ‘coração do atleta’, que aumenta sua capacidade de bombear sangue e suprir a demanda metabólica do exercício”, afirma. Segundo revisão publicada no Journal of the American College of Cardiology, o exercício regular pode promover remodelamento estrutural, funcional e elétrico do coração, especialmente em atletas submetidos a grande volume de treino. Frequência cardíaca sobe durante o jogo Durante uma partida, a frequência cardíaca do atleta sobe para acompanhar a necessidade de energia. Em momentos de maior intensidade, como contra-ataques, disputas em velocidade ou sequência de movimentos explosivos, o coração precisa bombear mais sangue em menos tempo. A American Heart Association aponta que a frequência cardíaca de atletas pode variar de menos de 40 batimentos por minuto em repouso até mais de 200 batimentos por minuto em esforço máximo, especialmente em atletas jovens. No futebol, esse esforço é intermitente. O jogador não corre em velocidade máxima o tempo todo, mas alterna caminhada, trote, corrida moderada, sprints, saltos, choques físicos e momentos de recuperação. Essa variação exige um coração capaz de responder rapidamente às mudanças de intensidade. Pressão emocional também influencia o coração Além do esforço físico, o componente emocional tem peso importante. Jogos decisivos envolvem pressão da torcida, cobrança por resultado, medo de erro, disputa por vaga e necessidade de tomada de decisão em segundos. Esses fatores aumentam a liberação de hormônios ligados ao estresse, como adrenalina, que elevam a frequência cardíaca e deixam o organismo em estado de alerta. Em atletas bem preparados, essa resposta faz parte do desempenho competitivo. O problema ocorre quando há doença cardíaca não diagnosticada, sobrecarga inadequada ou falta de acompanhamento médico. Por isso, clubes e seleções mantêm avaliações cardiológicas frequentes, exames de imagem, testes físicos e monitoramento durante treinos e jogos. Adaptação não significa doença O “coração do atleta” geralmente é uma adaptação benigna ao exercício intenso. O Manual MSD destaca que essas alterações costumam ser assintomáticas e não exigem tratamento quando são fisiológicas. Ainda assim, podem aparecer sinais como frequência cardíaca baixa em repouso e alterações em exames, o que torna importante diferenciar adaptação esportiva de doença cardíaca. A distinção deve ser feita por profissionais especializados, com avaliação clínica, eletrocardiograma, ecocardiograma e outros exames quando necessário. Esse acompanhamento é essencial porque alguns problemas cardíacos podem se manifestar durante esforço intenso. Futebol moderno exige ciência e monitoramento O futebol de alto rendimento se tornou cada vez mais dependente da ciência esportiva. Hoje, equipes monitoram batimentos cardíacos, distância percorrida, acelerações, carga de treino, recuperação muscular, sono e hidratação. Esse controle ajuda a reduzir riscos e melhorar desempenho. Em uma Copa, onde jogos decisivos podem ser definidos por detalhes, o preparo cardiovascular é tão importante quanto técnica, tática e força mental. O coração do jogador, portanto, não apenas bate mais rápido durante o jogo. Ele se adapta ao longo da carreira para sustentar uma rotina de esforço extremo, pressão emocional e exigência física constante.

Midea afasta gestor após denúncia de agressão contra trabalhador em Pouso Alegre

Paralisação na Midea expõe denúncia de agressão e assédio em fábrica de Minas Denúncia de agressão paralisa fábrica da Midea em MG Trabalhadores da fábrica da Midea em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, realizaram uma paralisação nesta terça-feira (23) após a denúncia de que um funcionário brasileiro teria sido agredido por um gestor estrangeiro dentro da unidade industrial. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre e Região, o trabalhador teria sido atingido na linha de produção e golpeado com uma peça de borracha usada em vedação, conhecida como gaxeta ou gracheta. A mobilização ocorreu em frente à fábrica e reuniu funcionários que cobravam providências imediatas da empresa. De acordo com O Tempo, cerca de 1.200 colaboradores participaram do protesto, motivado pela denúncia de agressão física e por relatos de assédio moral e condições inadequadas no ambiente de trabalho. Sindicato cobra apuração rigorosa Conforme o sindicato, o episódio teria ocorrido em 15 de junho, durante uma situação relacionada à linha de produção. A entidade afirma que o trabalhador foi abordado por um gerente de qualidade vindo da China e teria sofrido agressões durante o expediente. O presidente do sindicato, Francisco Pereira, conhecido como Piauí, informou que um boletim de ocorrência foi registrado e que o Ministério Público do Trabalho foi acionado. A categoria também alertou para a possibilidade de entrar em estado de greve caso as reivindicações não sejam atendidas. Entre os pontos cobrados estão apuração formal, responsabilização do envolvido, garantia de segurança aos trabalhadores e revisão das práticas internas de gestão. Empresa diz que afastou envolvido A Midea informou, em nota, que está ciente das alegações apresentadas pelo sindicato e que adotou medidas internas para apurar os fatos. Segundo a empresa, o envolvido foi afastado preventivamente enquanto a investigação ocorre. A companhia também afirmou que não compactua com violência, assédio, discriminação ou condutas incompatíveis com seu código de conduta. A manifestação da empresa é um passo inicial, mas a conclusão do caso dependerá da apuração interna, dos procedimentos trabalhistas e das eventuais medidas adotadas por órgãos públicos. Até o encerramento das investigações, a denúncia deve ser tratada como acusação em apuração, preservando o direito de defesa e o devido processo. Relatos ampliam debate sobre ambiente de trabalho Além da agressão denunciada, o sindicato relatou outros problemas dentro da unidade, incluindo queixas de assédio moral e restrições relacionadas à rotina de produção. O Tempo informou que trabalhadores relataram dificuldades para deixar os postos de trabalho e utilizar sanitários, sob a justificativa de que a produção não poderia parar. Esse tipo de denúncia exige resposta firme e técnica. Em uma economia que precisa de indústria forte, investimento estrangeiro e geração de empregos, nenhuma empresa pode operar acima da legislação brasileira. Livre iniciativa e respeito ao trabalhador não são valores opostos; ao contrário, um ambiente produtivo saudável depende de segurança jurídica, regras claras e dignidade no chão de fábrica. Investimento estrangeiro deve respeitar leis brasileiras O caso também reacende uma discussão maior sobre a presença de multinacionais no Brasil. Empresas estrangeiras são importantes para ampliar investimento, gerar empregos e fortalecer cadeias industriais. No entanto, toda companhia instalada no país deve cumprir a legislação trabalhista, respeitar a cultura local e garantir tratamento digno aos funcionários. A origem do capital não pode servir nem para ataques generalizados contra nacionalidades nem para tolerância com abusos. Se a denúncia for confirmada, a responsabilização deve ser individual e institucional, conforme a lei. O ponto central é simples: trabalhador brasileiro deve ser respeitado em qualquer fábrica, seja nacional ou estrangeira. Caso segue em acompanhamento A situação segue sendo acompanhada pelo sindicato, pelos trabalhadores e pelas autoridades competentes. A paralisação, segundo veículos locais, atrasou o início das atividades da fábrica e funcionou como uma demonstração de insatisfação coletiva diante da denúncia. Os próximos desdobramentos devem indicar se haverá acordo entre empresa e trabalhadores, novas medidas internas, atuação do Ministério Público do Trabalho ou eventual responsabilização na esfera policial e trabalhista.

Menina de 9 anos escolhe tema “Fora Lula” para festa de aniversário em Iporá

Festa infantil com tema político chama atenção em Iporá Uma festa de aniversário infantil realizada na noite desta segunda-feira, 23 de junho, em Iporá, chamou atenção pelo tema escolhido pela aniversariante. Talita, de 9 anos, comemorou a data com uma decoração inspirada na frase “Fora Lula”, em uma celebração no Espaço Verde, reunindo familiares, amigas e convidados. Segundo a família, a escolha do tema partiu da própria criança, que teria demonstrado interesse em fazer uma comemoração diferente das festas infantis tradicionais. Em vez de personagens de desenhos, princesas, brinquedos ou temas coloridos comuns para a idade, a aniversariante optou por uma referência política. Festa com tema “Fora Lula” chama atenção em Iporá A comemoração ganhou destaque justamente por misturar um ambiente infantil com uma mensagem política, algo pouco comum em festas de aniversário de crianças. De acordo com familiares, a decoração foi preparada seguindo o tema escolhido por Talita, e algumas amigas também participaram da brincadeira usando camisetas personalizadas. A família afirmou que a aniversariante fez questão de que as colegas entrassem no clima da festa, tornando a celebração ainda mais personalizada. O momento foi tratado pelos presentes com bom humor e como uma forma de expressar a personalidade da criança. Apesar da repercussão, não há informação de que a festa tenha sido vinculada a partido político, campanha eleitoral ou movimento organizado. A comemoração foi apresentada pela família como uma escolha pessoal da aniversariante dentro de um evento privado. Família diz que escolha partiu da criança Segundo os pais, Talita acompanha notícias, gosta de ler e demonstra curiosidade sobre assuntos do Brasil. Eles relatam que a menina costuma se informar por jornais, televisão e outros meios de comunicação, além de ouvir conversas do cotidiano. A família afirma que a decisão pelo tema foi resultado das opiniões que a criança vem formando ao acompanhar o noticiário. Ainda conforme os familiares, a escolha surpreendeu pela idade da aniversariante, mas foi respeitada por representar algo que ela queria para a própria festa. Em casos envolvendo crianças, especialistas em comunicação e educação costumam destacar a importância de separar a espontaneidade infantil da exposição pública excessiva. Por isso, a divulgação de imagens, nomes completos e posicionamentos de menores em temas políticos exige cuidado, autorização dos responsáveis e respeito à privacidade. Tema político em festa infantil gera debate A escolha do tema também abre espaço para discussão sobre a presença da política no cotidiano das famílias. No Brasil, conversas sobre governo, economia, segurança, educação e serviços públicos fazem parte da rotina de muitos lares, e crianças podem absorver opiniões a partir do ambiente em que vivem. Ao mesmo tempo, a exposição de menores em debates políticos nas redes sociais costuma dividir opiniões. Há quem veja esse tipo de episódio como manifestação de personalidade e liberdade familiar. Outros defendem maior cautela para evitar que crianças sejam colocadas no centro de disputas políticas adultas. No caso de Iporá, a festa foi relatada como uma comemoração familiar, com tom de brincadeira e participação de amigas da aniversariante. Ainda assim, o tema chama atenção por fugir completamente do padrão esperado para uma festa infantil. Celebração reuniu familiares e amigos A comemoração marcou os 9 anos de Talita em um evento preparado especialmente para ela. Familiares destacaram que a aniversariante participou das escolhas e demonstrou satisfação com o resultado da decoração. O episódio ganhou repercussão local por combinar política, infância e redes sociais, três elementos que costumam gerar forte engajamento. A história também mostra como temas nacionais chegam ao cotidiano de cidades do interior e passam a aparecer em situações inesperadas. Sem tom partidário institucional, a festa entra no campo das curiosidades locais e do comportamento social, mostrando uma criança que, segundo a família, quis expressar de forma própria aquilo que acompanha no dia a dia.

Infecção por Salmonella pode causar intoxicação grave e até morte; veja como evitar

Salmonella exige atenção: bactéria pode contaminar carnes, ovos, leite e água A Salmonella é uma das principais causas de intoxicação alimentar e pode provocar vômitos, dores abdominais, febre e diarreia. Embora a maioria dos casos melhore em poucos dias, crianças pequenas, idosos e pessoas imunocomprometidas têm maior risco de complicações. A infecção por Salmonella é uma das formas mais conhecidas de intoxicação alimentar, mas ainda é frequentemente subestimada. A bactéria pode estar presente em alimentos contaminados por fezes de animais, especialmente carnes cruas ou mal cozidas, aves, ovos, leite e derivados, pescados, água contaminada e refeições manipuladas sem higiene adequada. Segundo o Ministério da Saúde, a salmonelose pode causar vômito, dores abdominais, febre e diarreia, geralmente com duração de alguns dias e melhora em até uma semana. Infecção por Salmonella pode ser grave Na maior parte das pessoas saudáveis, a infecção por Salmonella é autolimitada, ou seja, melhora com hidratação, repouso e acompanhamento dos sintomas. Ainda assim, o quadro pode evoluir de forma grave, principalmente quando há desidratação intensa ou quando a bactéria se espalha para outras partes do corpo. Os sintomas costumam surgir entre 6 e 72 horas após o consumo do alimento contaminado, conforme informações associadas ao Ministério da Saúde. Entre os sinais mais comuns estão diarreia, cólicas abdominais, febre, náuseas, vômitos e mal-estar. Atenção especial deve ser dada quando há diarreia persistente, sangue nas fezes, febre alta, sinais de desidratação ou piora rápida do estado geral. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico. Alimentos mais associados à salmonelose O Ministério da Saúde aponta que carnes, aves, ovos, leite e produtos lácteos, pescados, temperos, molhos de salada preparados com ovos não pasteurizados, massas cruas, misturas de bolo e sobremesas com ovo cru podem estar associados a surtos de salmonelose. A contaminação pode ocorrer em diferentes etapas: produção, transporte, armazenamento, preparo ou manipulação dos alimentos. Por isso, o cuidado precisa começar antes mesmo de cozinhar. Higienizar as mãos, separar alimentos crus de prontos para consumo, manter refrigeração adequada e cozinhar bem carnes e ovos são medidas essenciais. Também é importante evitar o consumo de ovos crus ou mal cozidos, maioneses caseiras feitas com ovo cru, carnes mal passadas de procedência duvidosa e leite não pasteurizado. Crianças, idosos e imunossuprimidos correm mais risco Bebês, crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa estão entre os grupos mais vulneráveis. Nesses casos, a infecção pode evoluir com maior rapidez e exigir acompanhamento médico mais próximo. O CDC, agência de saúde dos Estados Unidos, alerta que a desidratação pode acontecer rapidamente, especialmente em crianças com diarreia ou vômitos. Sinais de alerta incluem urinar pouco ou não urinar, urina muito escura, sede intensa, boca seca, tontura e choro sem lágrimas em crianças. Em casos graves, pode ser necessária reposição de líquidos e eletrólitos. Antibióticos não são usados rotineiramente em todos os pacientes, mas podem ser indicados para pessoas com maior risco de complicações ou quando a infecção se espalha para fora do intestino. O CDC informa que a maioria dos casos exige apenas cuidado de suporte, como hidratação, mas pacientes com diarreia ou vômitos intensos devem ser reidratados. Como prevenir a contaminação A prevenção depende de cuidados simples e constantes. Lavar bem as mãos antes de preparar alimentos, após usar o banheiro e depois de manipular carnes cruas é uma das medidas mais importantes. Também é necessário higienizar utensílios, tábuas e superfícies que entram em contato com alimentos crus. Carnes, aves e ovos devem ser bem cozidos. Alimentos prontos não devem ser colocados em recipientes que tiveram contato com carne crua sem lavagem adequada. Produtos perecíveis precisam ficar refrigerados, e refeições prontas não devem permanecer por muito tempo em temperatura ambiente. Em estabelecimentos comerciais, a atenção deve ser redobrada. Boas práticas de manipulação, controle de temperatura, armazenamento correto e treinamento de funcionários ajudam a evitar surtos e proteger consumidores. Tratamento exige hidratação e atenção aos sinais O tratamento mais comum envolve repouso e ingestão de líquidos para evitar desidratação. Em alguns casos, soluções de reidratação oral podem ser recomendadas por profissionais de saúde. A automedicação, especialmente com antibióticos ou antidiarreicos, deve ser evitada sem orientação médica. A Salmonella é um problema de saúde pública porque combina alta capacidade de contaminação com sintomas que podem se agravar em grupos vulneráveis. A maioria dos casos melhora, mas a doença pode matar quando evolui para desidratação grave ou infecção disseminada. O alerta principal é direto: higiene, cozimento adequado e armazenamento correto continuam sendo as melhores formas de prevenção.

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