Plano de saúde é obrigado a cobrir cirurgia robótica contra câncer, decide Superior Tribunal de Justiça

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que operadoras de planos de saúde devem custear cirurgia robótica indicada para tratamento de câncer, mesmo quando o procedimento não estiver listado expressamente nas regras da ANS. O caso analisado envolveu um paciente que teve o tratamento negado pela operadora, sob a justificativa de ausência de previsão contratual. No entanto, os ministros entenderam que a recusa não pode prevalecer quando há indicação médica e necessidade comprovada. Segundo o tribunal, o plano de saúde tem o dever de garantir o tratamento mais adequado à condição do paciente, ainda que envolva tecnologias mais avançadas. A decisão reforça que o rol de procedimentos da ANS não deve ser interpretado de forma restritiva em situações essenciais. Além disso, o entendimento destaca que impedir o acesso a esse tipo de cirurgia pode comprometer o direito à saúde e à vida, especialmente em casos graves como o câncer. Com isso, o processo deve retornar às instâncias inferiores para análise de possíveis indenizações, enquanto a obrigação de cobertura do tratamento fica assegurada.
Venda de veículos novos surpreende, cresce 45% e bate 270 mil unidades

As vendas de veículos novos registraram forte crescimento e surpreenderam positivamente em março deste ano, de acordo com dados divulgados nessa terça-feira (7/4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo o levantamento da entidade, os licenciamentos de carros, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus avançaram 45,6% em março, na comparação com fevereiro, e 37,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de veículos novos vendidos no terceiro mês de 2026 chegou a 269,5 mil unidades. Os números da Fenabrave fizeram do mês passado o segundo melhor mês de março da série histórica da pesquisa. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as vendas aumentaram 13,3% em relação ao mesmo período de 2025, para 625,1 mil unidades, segundo a Fenabrave. Foi a terceira melhor marca para o primeiro trimestre em toda a história. Considerando apenas carros e veículos comerciais leves, as vendas no mês passado cresceram 40,2% na comparação anual, para 258,2 mil unidades. No acumulado dos três primeiros meses deste ano, a expansão foi de 15,4%, para 597,5 mil unidades. Em março, as vendas de caminhões recuaram, também na base anual, 3,65%, para 8.767 veículos. No trimestre, foram 21.751 vendidos. De acordo com a Fenabrave, entre os principais fatores que levaram a um resultado acima das expectativas em março, estão um ambiente fortemente competitivo no mercado e a influência do programa Carro Sustentável, do governo federal, que vai até o fim do ano. Criado no ano passado, o programa reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e econômicos, movidos a energia limpa e que atendam a requisitos de reciclabilidade e segurança veicular. Para veículos compactos com alta eficiência energética e fabricados no Brasil, o IPI foi zerado. Com a medida, a redução dos preços dos chamados carros de entrada chegou, em alguns casos, a R$ 13 mil.
Porto Alegre registra a segunda maior inflação para o consumidor entres as capitais pesquisadas

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) aumentou de 0,80% para 1,04% em Porto Alegre na última semana de março, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas). A Capital gaúcha apresentou a segunda maior taxa de variação entre as sete capitais pesquisadas no período, atrás apenas de Salvador (0,71% para 1,19%). Além de Porto Alegre e da capital baiana, a inflação para o consumidor acelerou em todas as demais cidades analisadas pela FGV: Rio de Janeiro (0,58% para 0,76%), Brasília (0,37% para 0,59%), Belo Horizonte (0,24% para 0,50%), Recife (0,06% para 0,44%) e São Paulo (0,32% para 0,40%). No País, o IPC-S subiu de 0,46% para 0,67%. Com esse resultado, o indicador acumula variação de 3,47% nos últimos 12 meses.
Bolsa brasileira: estrangeiros injetam 53 bilhões de reais no primeiro trimestre

O fluxo de capital estrangeiro na B3, a Bolsa brasileira, encerrou o primeiro trimestre de 2026 no campo positivo, mesmo diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Até março, investidores internacionais aportaram R$ 53,37 bilhões no mercado acionário brasileiro, o melhor resultado para o período desde 2022, quando o ingresso somou R$ 65,3 bilhões nos três primeiros meses do ano. Naquele ano, o movimento foi impulsionado principalmente pela valorização das commodities, em meio à Guerra da Ucrânia, além do diferencial de juros. O Brasil praticava taxas significativamente mais elevadas do que economias desenvolvidas, o que abriu espaço para operações de arbitragem e atraiu capital estrangeiro em busca de maior rentabilidade. Em 2026, embora o cenário global também seja marcado por tensões geopolíticas, os fatores que sustentam a entrada de recursos são distintos. Analistas apontam que parte relevante das ações que compõem o Ibovespa apresenta preços considerados atrativos quando comparados a papéis de mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos, e até mesmo frente à média de outras bolsas de países emergentes. Outro elemento que contribui para o fluxo positivo é o início do ciclo de queda da taxa Selic, iniciado em março, o que tende a favorecer a migração de recursos da renda fixa para a renda variável. Além disso, a proximidade da disputa presidencial no Brasil adiciona um componente de expectativa aos investidores, que passam a ajustar suas posições diante de possíveis mudanças no cenário econômico e político. Apesar do desempenho positivo no trimestre, especialistas avaliam que a continuidade desse fluxo dependerá de fatores como a trajetória dos juros globais, a evolução do cenário fiscal brasileiro e o desfecho das tensões internacionais. A manutenção do interesse estrangeiro também tende a ser influenciada pelo ritmo de crescimento da economia doméstica e pela previsibilidade das políticas econômicas ao longo do ano.
Governo federal aumenta imposto sobre os cigarros para compensar isenções no querosene de aviação

A alíquota do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os cigarros aumentará de 2,25% para 3,5% a fim de compensar a perda de arrecadação com a isenção de tributos sobre o querosene de aviação. Com isso, o preço mínimo da carteira deve passar de R$ 6,50 para R$ 7,50. A medida faz parte do pacote anunciado pelo governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A estimativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses com o aumento do imposto sobre os cigarros. A decisão de zerar as alíquotas do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição Para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o querosene de aviação deve reduzir em cerca de R$ 0,07 o preço por litro do combustível. O impacto fiscal dessa desoneração é estimado em R$ 100 milhões por mês. Durante o anúncio do aumento do tributo sobre os cigarros, realizado na segunda-feira (6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as elevações anteriores no imposto sobre o produto não tiveram os efeitos esperados, nem na redução do consumo nem na ampliação da arrecadação.
CBF propõe agenda para criação de liga única no Brasileirão

A diretoria da CBF apresentou nesta segunda-feira um estudo para dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B do Brasileiro para buscar a adoção da liga única. Atualmente divididos em dois blocos comerciais – Libra e FFU –, os clubes receberam um cronograma sugerido pela CBF. Até o fim de julho, os dirigentes podem apresentar propostas e sugestões. A previsão da entidade é inaugurar o estatuto da futura liga até o fim deste ano. Em resumo, o cronograma indicado é o seguinte: A reunião desta tarde de segunda-feira, realizada num hotel na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro, serviu para diagnóstico apresentado pela CBF na comparação com as maiores ligas do mundo: Premier League, da Inglaterra, La Liga, da Espanha, e Bundesliga, da Alemanha. Os dirigentes da CBF defenderam que, antes de discutir a divisão da receita gerada pelo futebol brasileiro – ponto central da maioria das brigas comerciais, como a mais recente do Flamengo com a Libra e os outros clubes dentro da Libra –, é preciso aumentar significativamente os valores. Qualquer novo acordo comercial, quando se trata de vendas de direitos de transmissão, só passaria a valer a partir de 2030, porque os dois blocos comerciais têm contrato em vigor até 2029. A CBF chama atenção para a receita da liga brasileira ser menor do que um terço da Bundesliga, da Alemanha – um país que tem 84 milhões de habitantes e 18 clubes na sua liga principal. Enquanto o Brasil tem 210 milhões de habitantes e 20 clubes na liga principal. Pesquisa recente da CBF também apontou que cerca de 140 milhões de habitantes brasileiros são torcedores de algum time, com 40 milhões considerados fanáticos por futebol. Assim, a entidade considera o produto subvalorizado e com margem de crescimento. Pontos de discussão O diagnóstico feito pela CBF elenca uma série de problemas que ela própria atacou nos últimos anos, entre eles arbitragem, calendário e fair play financeiro. A entidade dividiu a pauta em 10 “dimensões do produto” do futebol brasileiro e comparou com as ligas ingleses, espanholas e alemãs. Com a liga brasileira sempre atrás em todos esses pontos abaixo: O estudo avaliou, por exemplo, o percentual de jogos disputados à luz do dia (com início até as 16h30) nas outras ligas e mostrou que 80% dos jogos do Brasil são noturnos, enquanto na Inglaterra apenas 25% são noturnos. Na La Liga, 60%. E, por fim, 30% na Alemanha. A CBF considera que pode haver impacto no público presente em estádios – também menor na liga brasileira em comparação aos demais. Afinal, pesquisa Nexus recente, feita em parceria com a CBF, apontou que 74% consideram a insegurança ao ir a estádios de futebol. Para além dos aspectos de melhoria de produto do futebol brasileiro – por exemplo, a CBF usa o exemplo de outras ligas que padronizaram transmissões e alavancaram presença em redes sociais -, a CBF vai transferir para a liga de clubes as discussões mais polêmicas. O tipo de gramado talvez seja a principal delas – atualmente, Atlético-MG, Athletico, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras usam gramados sintéticos na Série A. Com a maioria dos clubes, hoje, sendo a favor de vetar este tipo de campo. Outro ponto de atenção é a discussão sobre rebaixamento, com a perspectiva de se diminuir de quatro para três rebaixados no futuro. Assim como a regulação de uso de estrangeiros por partida – atualmente, são nove permitidos.
Secretário de Esporte de Goiânia deixa cargo e deve disputar vaga na Alego pelo Avante

Luiz Alberto Sardinha Bites (Avante) foi exonerado, a pedido, do cargo de secretário municipal de Esporte e Lazer, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira, 6. A medida tem efeitos retroativos a 2 de abril de 2026. A saída ocorre no contexto do calendário eleitoral, que exige a desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições. Segundo fontes próximas, Sardinha pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Segundo pessoas próximas, Sardinha já se posiciona para as pessoas como pré-candidato a deputado estadual. Com formação em Educação Física e Gestão Esportiva, o coronel da Polícia Militar de Goiás (PMGO) tem trajetória ligada ao esporte e deve adotar como uma de suas principais bandeiras o incentivo à prática esportiva. (B.A)
Conheça a “Cicada”, nova variante da Covid-19 que já circula em 23 países.

Uma nova subvariante da Covid-19 tem chamado atenção dos cientistas e já circula fora do Brasil. A chamada “Cicada”, a BA.3.2 foi identificada em ao menos 23 países e se destaca pelo elevado número de mutações. Apesar disso, dados iniciais indicam que a linhagem não está associada ao aumento de casos graves ou de hospitalizações, mantendo o padrão observado nas subvariantes mais recentes da Ômicron. Vale destacar que a BA.3.2 não é uma nova variante, o que significa que ela faz parte de um processo contínuo de evolução de vírus, que acumula mutações para se manter em circulação. Desde a chegada da Ômicron, o vírus deixou de apresentar grandes “saltos” entre variantes como ocorreu entre Alfa, Delta e a própria Ômicron e passou a evoluir por meio de sublinhagens. Isso segue uma lógica adaptativa: à medida que a população desenvolve imunidade, o vírus sofre mutações que permitem escapar parcialmente dessa proteção e continuar se espalhando. O principal diferencial da “Cicada” está na proteína Skipe, que é a estrutura utilizada pelo vírus para se conectar às células humanas. Ela tem cerca de 75 mutações nessa proteína número considerado elevado. Isso pode impactar na forma como o sistema imunológico reconhece o vírus, o que favorece o chamado “escape de anticorpos”. Na prática, isso significa que pode ter alta no risco de infecção mesmo em pessoas vacinadas ou previamente infectadas, sem necessariamente significar quadros mais graves. Não há diferença, até o momento, sobre manifestação de novos sintomas, que seguem sendo os mais comuns: febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço. A vacina continua sendo a forma mais eficaz contra as formas graves da doença.
Geração Z, que puxa rejeição de quase 80%, não tem feito o “L” e isso deve custar reeleição de Lula

O “faz o L”, que foi gesto da campanha que tomou as ruas em 2022, sumiu das mãos da geração Z. E a mudança vai muito além de um aceno com as mãos. A nova rodada de pesquisas da AtlasIntel divulgada em março mostra que 73% dos eleitores de 16 a 24 anos desaprovam o governo Lula, ante a média geral de rejeição de 53%. Quanto aos jovens, a revista mostra, com base no histórico político, que isso deve ser fatal em outubro. A dimensão da virada fica clara quando se comparam dois momentos. Em março de 2022, o Datafolha registrava 62% dos eleitores jovens declarando voto em Lula num eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro. Em março de 2026, o mesmo instituto apurou cerca de 40% num hipotético confronto com Flávio Bolsonaro. A queda de cerca de 20 pontos percentuais em quatro anos aconteceu apesar dos esforços do governo, que turbinou o lançamento do Programa Pé-de-Meia, o relançamento do Projovem, a criação do Observatório Nacional das Juventudes e o anúncio da ampliação de cursinhos populares. Nenhuma das iniciativas parece ter cativado o público-alvo. Um dos pontos para explicar tamanha crise pode estar na falta de perspectiva no mercado de trabalho, que possivelmente alimenta essa desilusão. O desemprego entre brasileiros de 18 a 24 anos fechou 2025 em 11,4%, mais que o dobro da taxa nacional de 5,1%. Sem espaço nas formas convencionais de trabalho, mais de 180.000 jovens dessa faixa etária já atuam como entregadores ou motoristas de aplicativos, segundo o IBGE. A rejeição também tem raiz ideológica. Pesquisa da AtlasIntel de novembro passado mostrou que a geração Z é mais alinhada à direita e à centro-direita do que a média da população. Os dados do Censo 2022 do IBGE apontam ainda que o crescimento evangélico entre jovens de 10 a 29 anos supera a média geral, justamente o perfil de eleitorado que Lula tem mais dificuldade de alcançar.
Trump diz que pode tomar “Irã inteiro” na noite desta terça-feira (7)

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o país pode assumir o controle do Irã em uma única noite. Ele fixou esta terça-feira (7) como prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem foi fechada após ataques realizados em 28 de fevereiro por forças americanas e israelenses. O presidente afirmou que, caso não haja um acordo considerado aceitável, haverá destruição de pontes e usinas de energia no território iraniano. Ele também mencionou a possibilidade de atingir infraestrutura civil. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou que esta segunda concentrou o maior volume de ofensivas desde o início da operação. Novas ações estão previstas para hoje. O governo dos EUA confirmou a rejeição de uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. O Irã também recusou a sugestão e indicou preferência por um acordo definitivo. O país manifestou preocupação de que ataques a alvos civis possam configurar crime de guerra segundo normas do direito internacional. Trump também declarou que tomaria o petróleo iraniano se pudesse e fez críticas ao governo do país.